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Bovespa cai mais de 5% com realização de lucro e queda nas commodities

SÃO PAULO - O cenário externo negativo criou espaço para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) devolver parte da alta de 17% acumulada na semana passada. Acompanhando a sinalização proveniente de Nova York, por volta das 12h50, o Ibovespa caía 5,07%, para 34.

Valor Online |

739 pontos, com giro financeiro em R$ 684 milhões.

Em Wall Street, que volta a funcionar plenamente depois do feriado da semana passada, o Dow Jones cedia 3,59% em meia hora de pregão. Já a bolsa eletrônica Nasdaq caía 3,61%.

Contribuindo para o sentimento negativo do dia, saíram dados apontando contração da atividade industrial na China, Reino Unido e zona do euro.

Com a bolsa em declínio, o dólar recobra parte das perdas da semana passada. Há pouco, a moeda era negociada a R$ 2,352 na venda, aumento de 1,59%.

Segundo economista da Infra Asset Management, Fausto Gouveia, a bolsa brasileira está bastante pressionada pelas ações relacionadas às commodities. O especialista explica que o preço das matérias-primas diminui com as indicações de menor crescimento da China e a Organização dos Países Exportadores do Petróleo (Opep) postergando um corte de produção.

Tal cenário atinge diretamente o preço dos carros-chefe do Ibovespa. Petrobras PN caía 5,43%, para R$ 18,97. Vale PNA recuava 5,75%, a R$ 23,10 e, entre as siderúrgicas, Gerdau PN desvalorizava 5,91%, saindo a R$ 13,69.

Ainda de acordo com Gouveia, alguns investidores aproveitam o cenário pessimista para colocar no bolso parte do ganho acentuado da última semana de novembro.

Na avaliação do economista, dezembro será um mês mais curto em função das celebrações de Natal e Ano Novo, o que deve concentrar a liquidez até os vencimentos de opções sobre ações e índice futuro, que acontecem dias 15 e 17, respectivamente. Depois disso, a movimentação de recursos deve ficar ainda mais reduzida.

" Não dá para acreditar em rali de alta por causa do cenário ruim que se desenha principalmente para o primeiro trimestre de 2009 " , conclui o especialista.

De volta ao âmbito corporativo, os bancos também perdiam valor de forma acentuada. Itaú PN caía 4,84%, cotado a R$ 25,33, Bradesco PN desvaloriza 5,88%, a R$ 23,18, e Banco do Brasil recuava 3,63%, valendo R$ 13,78.

Quedas superiores a 10% para os papéis ON das construtoras Rossi e Gafisa, que valiam R$ 3,09 e R$ 7,80, respectivamente.

Depois da disparada da semana passada, o papel ON da TIM Part recuava 10%, para R$ 6,21, dando continuidade ao ajuste de baixa iniciado depois que a empresa negou as notícias sobre eventual venda da operadora para a Telefónica.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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