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Bovespa cai mais de 2% e passa acumular perda em 2009

SÃO PAULO - O pessimismo externo não dá trégua e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registra mais um pregão de baixa. Por volta da 13 horas, o Ibovespa desvalorizava 2,35%, para 37.

Valor Online |

004 pontos, com giro financeiro em R$ 781 milhões. Com tal pontuação, o Ibovespa passa a acumular perda de 1,4% em 2009
O sinal de venda vem de Wall Street, onde fracos resultados trimestrais de General Electric e Xerox alimentam a preocupação com o futuro das empresas dentro do ambiente de crise. Há pouco, Dow Jones perdia 2,02%, enquanto o Nasdaq recuava 1,13%.

Voltando o foco para o front interno, o sócio da Global Financial Advisor, Miguel Daoud, acredita que o mercado brasileiro começa a sentir de forma mais aguda os efeitos da crise, com as empresas passando a perder receita e lucro em função da menor atividade.

Além disso, segue a dificuldade das companhias para obter crédito. E Daoud avalia que o modo de atuação do governo está equivocado. Com cerca de 90% da economia na mão do micros e pequenos empresários, um aportes via BNDES, como os R$ 100 bilhões anunciados ontem, tem seu efeito bastante reduzido. "Esse dinheiro só chega em meia dúzia de grandes empresas, como Petrobras."
A questão agora, segundo o especialista, não é mais a falta de crédito para investimento, e sim a ausência de recursos para os pequenos empresários, que perfazem 50% do emprego no país, rolarem dívidas e outros compromissos financeiros.

Trazendo essa perspectiva para Bovespa, os agentes começam a antecipar um piora nos resultados das empresas e se desfazer dos papéis.

Ainda de acordo com Daoud, o Ibovespa pode voltar para baixo dos 30 mil pontos. "A possibilidade de a bolsa sofrer é muito grande. Não querendo ser pessimista, mas o pior está por vir", avalia.

O desempenho das ações também reflete a perda de valor das commodities. O petróleo e outras matérias-primas seguem operando em baixa no mercado externo, o que tira atratividade dos maiores papéis da bolsa.

Petrobras PN caía 2,91%, para R$ 22,95. O Morgan Stanley reduziu a recomendação do papel de "acima da média do mercado" para "média do mercado". E Vale PNA recuava 1,74%, para R$ 25,40.

Entre as siderúrgicas, Gerdau PN recuava 4,04%, a R$ 15,20, e Usiminas PNA apontava queda de 3,72%, valendo R$ 28,42, e CSN ON perdia 4,08%, a R$ 34,05.

Os bancos continuam perdendo valor, com a ação PN do Bradesco recuando 1,24%, para 20,64, Banco do Brasil ON perdia 3,17%, para R$ 13,12, e Itaú PN se desvalorizava 2,50%, para R$ 22,18.

O destaque de alta segue com o papel ON da TIM Participações, que disparava 26,36%, para R$ 6,71. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinou que a Telco, controladora da Telecom Itália SpA, deve fazer uma oferta pública de aquisição (OPA) pela TIM Participações. Pelo entendimento da CVM, a oferta é obrigatória, pois o controle da Telecom Itália mudou com a criação da holding Telco, que tem como investidores Telefonica, Intesa Sanpaolo SpA, Assicurazioni Generali SpA, e Mediobanca SpA. O papel PN da TIM ganhava 3,72%, para R$ 3,34.

O dólar também reflete o pessimismo externo e avança contra o real. Há pouco, a moeda valia R$ 2,351, alta de 0,85%. O Banco Central já efetuou leilão no mercado à vista, ofertando moeda a R$ 2,3577, mas não conseguiu reverter os preços.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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