O índice Bovespa abriu o pregão de hoje em baixa e recuava 1,55% a 38.791 pontos, às 11h05, nos primeiros negócios.

A queda de 2% registrada pelo Ibovespa futuro, mais cedo, já indicava outro dia de ajuste expressivo na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), determinado pela queda dos preços das matérias-primas (commodities).

O petróleo, que ontem fechou em baixa de quase 8%, continua ladeira abaixo. Nesta manhã, na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), desvalorizava 2,58%, a US$ 36,59 o barril. Os metais básicos negociados em Londres, por sua vez, são pressionados pelo recuo do petróleo e dos mercados de ações. A avaliação de que a desaceleração da economia global vai esfriar a demanda por matéria-prima continua abrindo espaço para vendas de contratos futuros.

Hoje, as commodities e, por tabela a cotação dos papéis das mineradoras e siderúrgicas no exterior, são pressionados ainda pelo resultado abaixo do esperado divulgado pela fabricante de alumínio Alcoa, ontem à noite, trazendo prognósticos ruins para essa temporada de balanços que está só começando. A gigante americana registrou prejuízo de US$ 1,19 bilhão no quarto trimestre, ou US$ 1,49 por ação, em razão de suas despesas e do declínio de 19% das vendas. Analistas previam prejuízo por ação de US$ 0,10. O cobre para novembro era negociado em baixa de 1,7% mais cedo em Londres e o alumínio registrava queda de 2,6%. O níquel tinha desvalorização de 1,6%.

Segundo o banco Goldman Sachs, a fraqueza na demanda continua sendo o principal fator nos mercados de metais, e resultará em excedentes, derrubando ainda mais os preços no curto prazo. Segundo o banco, a revisão anual de índices, citada como fator de alta no fim do ano passado e no começo de janeiro, foi um impulso "transitório" e termina esta semana.

Nos Estados Unidos, o índice Nasdaq futuro recuava 0,79% e o S&P 500 futuro, -0,70%. As bolsas europeias engatam o seu quinto pregão seguido de perdas. Em Londres, às 11h10, a queda era de 2% e em Paris de 2,56%. Em Frankfurt, a bolsa cedia 2,38%. A Alemanha aprovou ontem à noite um segundo pacote de estímulo fiscal para apoiar a economia no valor de 50 bilhões de euros (US$ 66 bilhões).

Ontem, o Ibovespa apagou metade do ganho acumulado em 2009, ao fechar com perda de 5,24%, aos 39.403 pontos. Foi a primeira vez este ano que a Bolsa ficou abaixo dos 40 mil pontos, puxada por vendas de investidores estrangeiros, os mesmos que compraram na semana passada.

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