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Bovespa cai 0,40% e dólar sobe 0,84% em dia de poucos negócios

SÃO PAULO - A variável de maior peso para as negociações em bolsa e em câmbio até o momento é o parco volume de negócios. A expectativa de agentes é de que a escassez persista durante toda a semana, por conta das festas de fim de ano.

Valor Online |

Com poucas transações, a volatilidade tende a comandar a sinalização ora positiva ora negativa tanto para a bolsa paulista como para o dólar.

Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), por exemplo, o índice chegou a subir mais de 0,70% logo após a abertura, mas já inverteu o rumo opera agora em baixa de 0,40%, aos 38.974 pontos. Chama atenção o giro financeiro de R$ 328 milhões, bem abaixo dos quase R$ 1 bilhão nesse mesmo horário na última sexta-feira.

Analistas do segmento acionário lembram que com o volume financeiro tão baixo é fácil alterar o rumo do Ibovespa. José Simão Junior, operador da corretora Intrade, acredita que essa será a tendência nos dias finais de 2008.

A abertura positiva do índice teve estímulo do corte de juros na China, da valorização do petróleo, que estimula os papéis da Petrobras, e até dos indicadores futuros das bolsas de Nova York, que mostravam valorização. Essa trajetória, no entanto, não se confirmou e as bolsas americanas também abriram há pouco no vermelho. "Ninguém mais vai assumir novas posições em bolsa agora", avalia Simão.

As ações PNA da Vale mostram baixa de 1,19%, a R$ 24,90, e a ON cedia 0,80% (R$ 28,46). Petrobras PN subia 0,21%, a R$ 23,40, e a ON ganhava 0,17%, para R$ 27,94. Bradesco PN avançava 0,69%, a R$ 24,83 na venda.

No segmento cambial o quadro é parecido. A moeda abriu com ligeira valorização, já oscilou para ambos os lados, mas vem reforçando a valorização neste momento. Instantes atrás, a divisa subia 0,84%, cotada a R$ 2,3790 para a compra e R$ 2,3810.

João Medeiros, diretor de câmbio da Pioneer, diz que o giro interbancário registra hoje praticamente 10% do volume negociado normalmente até esse horário. "US$ 200 milhões é muito pouco", diz reforçando que a moeda por enquanto está sem referências de fundamento.

Medeiros destaca ainda que por aqui muitas empresas já saíram de férias coletivas, o que reduz também significativamente o volume de operações de câmbio. Apesar do mercado se mostrar pequeno, há pouco o Banco Central (BC) anunciou leilão de venda no mercado a vista, com taxa de corte estabelecida em R$ 2,3770.

Lá fora o dólar cai em relação ao euro e são aguardadas notícias como o índice de atividade medido pelo Federal Reserve de Chicago, nos Estados Unidos. Também continua grande a expectativa por notícias sobre a implementação do socorro às montadoras, decidido na semana passada.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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