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Bovespa busca recuperação, mas clima ainda é instável

Depois do tombo de ontem (-5,07%), a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) aponta para uma recuperação na abertura do pregão hoje influenciada pelas Bolsas norte-americanas e européias. Às 11h12, o índice Bovespa registrava ganho de 1,72% a 35.

Agência Estado |

337 pontos, num esforço para reaver um pouco das perdas da véspera, aproveitando a ausência de indicadores econômicos nos EUA, o que significa um fluxo a menos de más notícias, já que todos os dados têm vindo muito ruins.

Além disso, o alívio neste começo de negócios também é atribuído à expectativa de corte de juro pelo Banco Central Europeu (BCE) na reunião marcada para quinta-feira. Essa aposta ganhou mais força após o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) sinalizar que há espaço para cortes agressivos na taxa de juros na zona do euro. O PPI caiu 0,8% em outubro, ante setembro, uma queda recorde em base mensal.

O mercado internacional, que ontem viveu um dia de perdas muito fortes (o índice Dow Jones desabou 7,7%) se ajustando à notícia de que a economia dos Estados Unidos entrou oficialmente em recessão em dezembro de 2007, dá sinais de reação escorado também pelas decisões do Banco do Japão (BoJ) e do banco central australiano. O BoJ anunciou novas medidas para tentar conter a piora na crise de crédito ao tornar mais fácil para os bancos comerciais pegarem dinheiro emprestado e, com isso, encorajá-los a manter os financiamentos às empresas. O banco central da Austrália reduziu a taxa básica de juros em 1 ponto porcentual, para 4,25% ao ano, o menor nível em seis anos.

Os índices futuros de ações em Nova York operam em alta de 1,5%. Na Europa, a valorização das principais bolsas gira em torno de 1%.

Na Bolsa brasileira, a recuperação de preços pode ser contida por Petrobras. Os preços do petróleo seguem muito enfraquecidos, embora tenham reduzido bastante a queda esta manhã seguindo a melhora das bolsas. Mas o barril continua sendo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) abaixo de US$ 50. Os preços do petróleo caíram para níveis não vistos em três anos e meio hoje cedo, com preocupações de que a profunda desaceleração econômica terá um impacto sobre a demanda pior que o esperado.

Segundo especialistas, o mercado de ações brasileiro está sem uma tendência clara. Boa parte das notícias ruins já foram precificadas, mas os tempos ainda são de muita volatilidade. "Para ter uma recuperação de preços mais consistente, a volatilidade precisa diminuir e, por enquanto, ainda não vemos isso", diz o gestor de renda variável da Mercatto Investimentos, Roni Lacerda.

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