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Bovespa beirou os 70 mil pontos ontem e dólar caiu a R$ 1,773

SÃO PAULO - A quarta-feira terminou de forma positiva para os mercados brasileiros. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a ganhar valor, mas não conseguiu retomar os 70 mil pontos.

Valor Online |

O dólar caiu ante o real e os contratos de juros futuros subiram depois das perdas recentes.

No mercado externo, a agenda continuou pouco movimentada. As vendas no atacado do mercado americano foram destaque - subiram 1,3%, enquanto os estoques recuaram 0,2%.

Em Wall Street, o Dow Jones conservou trajetória errática até fechar com leve alta de 0,03%. Mais firmes, S & P 500 e Nasdaq ganharam 0,45% e 0,78%, respectivamente.

Por aqui, as compras continuaram preponderando e o Ibovespa não retomou os 70 mil pontos por apenas 29 pontos.

Depois de fazer máxima aos 70.476 pontos, o Ibovespa fechou aos 69.979 pontos, valorização de 0,58%. O giro permaneceu elevado, somando R$ 8,17 bilhões. Tal patamar de fechamento é o maior desde 13 de janeiro, quando o índice valia 70.385 pontos.

Segundo o sócio da Wagner Investimentos Ltda, Milton Wagner, a Bovespa retomou a tendência de alta de médio prazo e pode subir até a linha dos 73 mil pontos.

Para fazer tal afirmação, Wagner tem como base um modelo quantitativo que avalia as posições dos grandes agentes de mercado em mais de 50 ativos ao redor do mundo. O que esse modelo sugere é que a bolsa brasileira rompeu a concentração de médio prazo, o que abre caminho para novas altas. A linha a ser observada está aos 68 mil pontos, ou seja, acima disso, a chance de valorização do índice é maior.

Vale lembrar que, no começo de fevereiro, o movimento foi inverso. As concentrações foram rompidas para baixo, o que levou o índice rapidamente dos 67 mil pontos para a linha dos 62 mil pontos. No entanto, a tendência de longo prazo foi respeitada, ou seja, o índice não perdeu os 60 mil pontos, e desde então o mercado vem se recuperando gradativamente.

Wagner também chama atenção para o comportamento de aversão a risco, que vem em clara tendência de redução. O modelo capta isso vendo o movimento do VIX, índice que mede a volatilidade das opções das ações das ações americanas. O VIX está rompendo as concentrações e reforçando o viés de baixa.

O modelo também é capaz de avaliar o comportamento do câmbio. No caso do dólar, o preço da moeda americana tenta confirmar o rompimento da linha de concentração, que está na casa de R$ 1,80. Isso indica que, caso o dólar fique consistentemente abaixo dessa linha, está aberto o caminho para uma queda até a casa de R$ 1,70 a R$ 1,72.

Wagner atenta ainda para o movimento do preço dos metais e do petróleo, com um aspecto muito parecido com o gráfico da Bovespa. Fora a indicação do modelo, a perspectiva de alta das commodities é amplificada pela previsão de aumento de consumo e preço para esses produtos. " As commodities subindo ajudam o dólar a cair e a Bovespa a subir. Com isso, podemos ter uma confirmação da tendência de alta " , resume.

No campo corporativo, os ativos PN da Petrobras voltaram a liderar o volume, movimentando R$ 1,19 bilhão. O papel fechou com avanço de 1,36%, a R$ 37,00. Impedindo um melhor desempenho do índice, o papel PNA da Vale caiu 1,27%, a R$ 47,06, com giro de R$ 1,02 bilhão. O UBS rebaixou a recomendação dos recibos de ação da empresa (ADR) negociados em Nova York citando o fraco resultado trimestral da mineradora. O ADR caiu 1,04%, para US$ 30,39.

Pelo lado " positivo " , o diário japonês Nikkei noticiou que empresa propôs uma alta de 90% no preço do minério vendido às siderúrgicas do país. Questionada, a Vale disse que não comenta informações sobre as negociações de reajuste do minério.

No câmbio, o real acompanhou o comportamento do euro, que também ganhou do dólar na quarta-feira. Ao final da jornada, a moeda era negociada a R$ 1,773 na venda, queda de 0,50%. Esta foi a menor cotação desde o dia 19 de janeiro, quando a divisa valia R$ 1,772.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar declinou 0,51%, para R$ 1,770. O volume recuou de US$ 49,5 milhões para US$ 32,75 milhões. Os negócios no interbancário diminuíram de US$ 3,6 bilhões para US$ 2 bilhões.

Como acontece toda a quarta-feira, o Banco Central (BC) mostrou a movimentação do mercado de câmbio. Na primeira semana de março, de 1 a 5, o fluxo cambial estava negativo em US$ 1,205 bilhão. A instituição ainda retirou outros US$ 797 milhões por meio de leilões de dólar. Com isso, o saldo líquido no mercado ficou negativo em US$ 2,002 bilhões no período. Apesar disso, a moeda americana recuou 1,11% do dia 1 a 5 deste mês.

No mercado de juros futuros, a tomada de posições foi influenciada pelo ressurgimento de comentários sobre a saída de Henrique Meirelles do comando do Banco Central (BC) já no fim deste mês. O que chamou atenção pelo segundo dia foi o elevado volume. Novamente foram negociação mais de 1 milhão de contratos.

Ao fim da jornada na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento no primeiro mês de 2011 subia 0,03 ponto percentual, a 10,46%. O vencimento para janeiro de 2012 ganhava 0,04 ponto, a 11,57%. O DI de janeiro de 2013, por sua vez, operava estável, a 11,89%, enquanto o do mesmo mês de 2014 avançava 0,02 ponto, a 12,05%.

Entre os vencimentos curtos, julho de 2010, que divide as apostas quanto à possibilidade de alta na Selic no primeiro ou no segundo semestre, aumentava 0,05 ponto, a 9,29%, enquanto o DI de abril tinha elevação de 0,011 ponto, a 8,765%, e o de maio subia 0,03 ponto, a 8,86%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 1,232 milhão de contratos, equivalentes a R$ 115,294 bilhões (US$ 64,413 bilhões), acima do volume de 1,188 milhão de contratos da terça-feira. O vencimento para abril de 2010 foi o mais negociado, com 480.520 contratos, equivalentes a R$ 47,796 bilhões (US$ 26,703 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor)

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