A Bovespa encerrou outubro com recordes históricos nas médias diárias de volume financeiro e de número de negócios, segundo balanço mensal enviado pela BM&FBovespa ao mercado há instantes. O Home Broker apresentou seis recordes.

Os mercados do segmento BM&F (incluindo derivativos financeiros e de commodities) totalizaram 34.670.732 contratos negociados no mês, com média diária de 1.650.987, e giro financeiro de R$ 2,38 trilhões. No mês anterior, foram negociados 31.505.077 contratos, com média diária de 1.500.242, e volume financeiro de R$2,12 trilhões. O destaque do mês foi o mercado do Ibovespa Futuro, que saltou de 1.443.420 contratos negociados em setembro para 2.304.720 em outubro.

Os mercados do segmento Bovespa movimentaram, em outubro, volume financeiro de R$ 154,25 bilhões em 9.161.252 negócios, com médias diárias de R$ 7,34 bilhões e 436.250 negócios, respectivamente. As altas no volume total e no número de negócios foram de 35% e 28,2%. Em setembro, o volume financeiro foi de R$ 114,23 bilhões, com a realização de 7.143.911 negócios. As médias diárias foram de R$ 5,43 bilhões e 340.186 transações.

As ações que registraram maior giro financeiro em outubro foram Vale PNA (R$ 15,05 bilhões), Petrobras PN (R$ 12,77 bilhões), Itaú Unibanco PN (R$ 5,26 bilhões), BM&FBovespa ON (R$ 5,23 bilhões) e OGX Petróleo ON (R$ 5,16 bilhões).

O Ibovespa encerrou outubro em alta de 0,04% a 61.545 pontos. As ações que obtiveram as maiores altas do Ibovespa foram CCR Rodovias ON (+14,81%), Bradespar PN (+11,81%), Gerdau PN (+10,74%), Vale ON (+9,95%) e TAM PN (+9,78%). As maiores baixas do Ibovespa foram Rossi Residencial ON (-17,26%), Aracruz PNB (-16,71%), VCP ON (-16,41%), Embraer ON (-12,78%) e BM&FBovespa ON (-12,71%).

Assim como o Ibovespa, os seguintes índices encerraram outubro em alta: IBrX-50 (+0,22% a 8.709 pontos); IBrX-100 (+0,35% a 19.642 pontos); Itel (+0,74% a 1.362 pontos); INDX (+1,40% a 9.100 pontos); Small Cap (+2,62% a 993 pontos). MidLarge Cap (+0,20% a 874 pontos) e Iconsumo (+1,49% a 1.207 pontos).

Os índices que encerraram o mês de outubro em baixa foram: ISE (-3,56% a 1.701 pontos); IEE (-1,09% a 22.086 pontos); IVBX-2 (-0,79% a 5.008 pontos); IGC (-0,43% a 6.033 pontos); Itag (-1,76% a 7.835 pontos) e Imobiliario (-4,42% a 817 pontos).

O mercado à vista respondeu por 93,3% do volume financeiro em outubro, seguido pelo mercado de opções, com 4,9%, e pelo mercado a termo, com 1,8%. O After Market movimentou R$ 1,66 bilhão com a realização de 124.268 negócios, ante R$ 1,46 bilhão e 118.653 transações no mês anterior.

Os investidores estrangeiros detiveram 33,67% da participação no volume financeiro, ante 32,70%, em setembro. As pessoas físicas ocuparam a segunda posição, com 30,53%, ante 31,01%; os investidores institucionais ficaram com 24,80%, ante 25,90%; as instituições financeiras, com 8,99%, ante 8,20%; as empresas, com 1,95% ante 2,12 %; e o grupo outros com 0,06%, ante 0,07%.

Em 2009, o fluxo de recursos dos investidores estrangeiros para o mercado de ações brasileiro, até outubro, está positivo em R$ 32,887 bilhões, resultado de R$ 13,735 bilhões em aquisições realizadas pelos estrangeiros nas ofertas públicas de ações e do saldo positivo da negociação direta na BM&FBovespa, de R$ 19,151 bilhões. O balanço da negociação dos investidores estrangeiros na BM&FBovespa no mês de outubro foi positivo em R$ 1,144 bilhão, resultado de vendas no valor de R$ 51.134.879.039,00 e de compras de ações de R$ 52.279.669.514,00.

A participação dos estrangeiros nas ofertas públicas de ações, incluindo IPOs, representa 57,6% do total de R$ 23.849.868.936,50 das operações realizadas com anúncios de encerramento publicados até 04 de novembro de 2009.

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