Os mercados domésticos mostram sensível piora nesta tarde, com a Bovespa renovando as mínimas, dólar e juros indo às máximas do dia. No exterior, destaca-se a aceleração do recuo dos preços do petróleo, sendo que o contrato para outubro negociado em Londres caiu abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde abril.

Por volta das 15h55, o barril do Brent era cotado em US$ 99,55 em Londres, com queda de 3,75%. Em Wall Street, as bolsas seguem com quedas expressivas, com o Dow Jones e o S&P 500, em -1,68% e -2,56%, respectivamente, às 15h58.

A Bovespa derreteu na última hora. As perdas, que já não eram poucas mais cedo, ultrapassaram os 4% e levaram o índice abaixo de 49 mil pontos. Segundo operadores, além das razões que vêm justificando as ordens de vendas nos últimos tempos e, com mais intensidade na última semana, a ampliação das perdas do petróleo nesta tarde levou ao aprofundamento do recuo momentos atrás.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato de petróleo com vencimento em outubro fechou em baixa de 2,90% a US$ 103,26. As ações da Petrobras, na esteira, desmoronavam: -5,88% as ordinárias (ON) e -4,82% as preferenciais (PN). Com a queda dos metais, Vale acompanha e cai mais de 3% (-3,79% as ON e -3,16% as PNA). "Está feliz quem está líquido ou quem está vendido", resumiu um profissional. Às 16 horas, o índice Bovespa caía 3,47%, aos 48.960 pontos, depois de tocar nos 46.631 pontos (-4,12%).

O dólar também ampliou os ganhos em relação ao real, acompanhando a deterioração do mercado acionário no Brasil e em Nova York. Às 16 horas, a moeda subia 2,02% a R$ 1,771 no mercado interbancário. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, a cotação do dólar à vista estava em R$ 1,771 , alta de 2,05%. Na taxa máxima do dia até agora, o dólar comercial alcançou R$ 1,775. De acordo com participantes do mercado, o mercado cambial segue afetado pela saída de investidores estrangeiros da Bovespa. Operadores também citaram operações de saída após as 15 horas, o que ampliou a pressão de alta da divisa norte-americana.

No mercado de juros futuros, a liquidez estreita evita estragos maiores mas, ainda assim, as taxas dos contratos mais longos estão sendo castigadas. O contrato futuro de depósito interfinanceiro (DI) de janeiro de 2010 projetava 14,84% ao ano, ante 14,78% ontem, enquanto o DI com vencimento em janeiro de 2012 disparava de 14,16% para 14,28%.

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