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Bovespa acompanha NY e cai 1,88%; dólar segue em alta e vale R$ 2,559

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) replica as perdas observadas no mercado externo depois que os Estados Unidos registraram a maior perda mensal de empregos em 34 anos. Por volta das 13 horas, o Ibovespa perdia 1,88%, para 34.

Valor Online |

466 pontos, com giro financeiro em R$ 727 milhões.

O analista da SLW Corretora, Pedro Galdi, comenta que a Bovespa já começou o dia em baixa na expectativa dos dados sobre o mercado de trabalho norte-americano. Números divulgados e a constatação de perda de empregos acima do previsto levaram o índice a testar a mínima da manhã aos 34.175 pontos, ou queda de 2,71%.

Segundo o Departamento de Trabalho, os Estados Unidos perderam 533 mil postos de trabalho no mês passado, pior resultado desde 1974.

Os dados também dão o rumo dos negócios em Wall Street, onde Dow Jones declinava 1,57% e o Nasdaq desvalorizava 1,38%. Na Europa, os índices acentuaram as baixas com a divulgação do indicador. Londres registrava decréscimo de 1,43% e Frankfurt caía 2,89%.

Galdi lembra, no entanto, que outros eventos podem ajudar a melhorar o humor do mercado. O principal deles é a confirmação de ajuda às montadoras norte-americanas. Os representantes da Ford, General Motors e Chrysler continuam em Washington tentando convencer os congressistas a liberar US$ 34 bilhões para o setor.

Com o petróleo abaixo de US$ 42 o barril de WTI, as ações da Petrobras puxavam as perdas dentro do índice. Há pouco, o papel caía 3,54%, a R$ 17,94. Os metais em baixa também tiraram atratividade das ações PNA da Vale, que recuavam 3,96%, para R$ 21,09.

Na avaliação do analista, se os preços continuarem recuando as mineradoras ao redor do mundo continuarão diminuindo produção. Basta lembrar que ontem a Vale paralisou parte de sua produção de níquel no Canadá.

Chama atenção dentro do índice, o desempenho positivo das varejistas. Lojas Renner ON subia 3,78%, para R$ 13,70, e Lojas Americanas ON ganhava 3,65%, negociada a R$ 5,96.

Para Galdi, como persiste a idéia de que o Brasil pode sofrer um pouco menos que outros países, a tendência natural é o investidor buscar os setores mais voltados ao mercado interno. Tal movimento é reforçado pelas expectativas negativas quanto às matérias-primas.

Desempenho positivo para Vivo PN, que subia 5,08%, a R$ 31,40. Sadia PN ganhava 3,07%, a R$ 3,35, e TIM Part PN valorizava 3,09%, para R$ 4.

No câmbio, o dólar segue avançando ante o real mesmo depois de o Banco Central (BC) fazer duas ofertas no mercado à vista. Há pouco, a moeda valia R$ 2,559 na venda, avanço de 0,90%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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