SÃO PAULO - Seguindo a sinalização proveniente do mercado externo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) volta a operar em baixa nesta quinta-feira. Com cerca de meia hora de pregão, o Ibovespa perdia 0,45%, para 40.

635 pontos, com giro financeiro em R$ 263 milhões.

Em Wall Street, os índices futuros apontam para baixo, com os investidores cautelosos à esperada dos dados sobre os pedidos por seguro desemprego e atentos à divulgação de notícias corporativas. O Wal-Mart, maior varejista do mundo, registrou alta nas vendas em dezembro (excluindo combustíveis), mas o resultado foi menor do que o esperado, o que levou à revisão na previsão de lucro.

Na Europa, o grande acontecimento do dia foi a decisão de juros do Banco da Inglaterra (BoE), que cortou a taxa básica de 2%, para 1,5% ao ano, conforme o esperado. Além de colocar o custo do dinheiro no menor patamar já registrado, o colegiado do BC britânico também apontou que novas medidas precisam ser tomadas para estimular o mercado de crédito. Os membros do banco também observaram que o ritmo de contração da atividade econômica se acentuou nos meses finais de 2008 e que essa tendência deve continuar no início de 2009.

A decisão de cortar os juros não teve força para mudar a direção dos principais mercados europeus. Em Londres, o índice FTSE-100 apontava queda de 1,75%, com as mineradoras liderando as perdas. Já em Frankfurt, o Xetra-DAX se desvalorizava 1,64%.

Com o cenário ruim para as bolsas e menor propensão ao risco, o dólar registra mais um dia de valorização ante o real. Há pouco, a moeda era negociada a R$ 2,280 na venda, alta de 1,78%.

Dentro do Ibovespa, os carros-chefe puxam as perdas. Seguindo os pares internacionais, Vale PNA tinha desvalorização de 1,78%, para R$ 27,00, e Petrobras PNA caía 1,30, a R$ 24,13.

Os bancos também perdem valor, com a ação ON do Banco do Brasil apontando queda de 3,42%, para R$ 15,22. Bradesco PN caía 0,78%, a R$ 24,16. Entre as siderúrgicas, CSN ON se desvalorizava 3,44%, a R$ 33,90, e Usiminas PNA perdia 2,82%, para R$ 29,20.

Pelo segundo dia, o papel PNB da Aracruz destoa, apontando alta de 5,38%, a R$ 3,13. Desde de ontem correm rumores de que a empresa teria fechado um acordo com os bancos para liquidar uma dívida de mais de US$ 2 bilhões envolvendo derivativos cambiais.

Ainda na ponta compradora, Celesc PNB subia 3,13%, a R$ 35,90, e Klabin PN tinha valorização de 3,11%, a R$ 3,64. Vivo PN, Redecard ON e JBS ON ganhavam mais de 2% cada.

(Valor Online)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.