A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) suspendeu o pregão pela segunda vez nesta semana e pela terceira vez desde segunda-feira da semana passada, 29 de setembro, em razão de a queda do Ibovespa ter superado 10%. Hoje, às 10h35, o principal índice da Bolsa paulista despencou 10,19%, aos 33.

303 pontos, quando foi acionado o circuit breaker. Com isso, os negócios ficam suspensos por 30 minutos, até 11h05. Após a retomada das negociações, caso a baixa no índice alcance os 15%, a Bolsa deve acionar novamente o circuit breaker, suspendendo os negócios por mais uma hora.

No momento em que as operações foram interrompidas na Bolsa, as ações ordinárias (ON) da Petrobras caíam 8,02% e as ações preferenciais (PN) operavam na mínima, com baixa de 11,09%, aos R$ 23,01. Vale ON também tinha chegado à mínima, de R$ 24,65, com perda de 11,78%. As ações PNA da mineradora recuavam 9,86%. Nas maiores baixas do Ibovespa apareciam Friboi ON (-19,12%), Unibanco Unit (-17,31%), Cyrela ON (-17,08%) e CSN ON (-16,55%).

Na segunda-feira da semana passada, a Bovespa acionou o circuit breaker pela primeira vez desde 14 de janeiro de 1999. Uma semana depois, na segunda-feira desta semana, a Bolsa paulista suspendeu duas vezes os negócios: a primeira quando a queda do Ibovespa chegou a 10% e a segunda quando a baixa superou 15%. Desde outubro de 1997, esta é a 12ª sessão em que o sistema de interrupção dos negócios é acionado pela Bovespa.

Na Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones operava em baixa de 2,52% às 11h01, o Nasdaq recuava 0,71% e o S&P 500 cedia 2,06%. O Dow Jones chegou a cair mais de 8% no início desta manhã, após a perda de 7,33% registrada ontem, o que levou a Bovespa a registrar a forte queda.

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