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Bovespa acentua perda e cai mais de 5%; dólar sobe para R$ 2,455

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue operando em baixa, com os investidores ajustando posições depois do feriado de quinta-feira. Por volta das 13h20, o Ibovespa desvalorizava 5,19%, para 31.

Valor Online |

672 pontos, com giro financeiro em R$ 1,4 bilhão.

Segundo o analista da Corretora Geral, Ivanor Torres, os investidores corrigem o preço dos ativos depois das perdas acentuadas registradas ontem tanto nos Estados Unidos quanto na Europa.

Seguindo uma queda de mais de 5,5% ontem, o Dow Jones começou a sexta-feira em território positivo, ganhando cerca de 2%. No entanto, as compras já perderam força, e, há pouco, o ganho estava em apenas 0,24%.

No câmbio, a formação de preço da moeda norte-americana também passa por ajuste. Há pouco, o dólar era transacionado a R$ 2,455 na venda, com alta de 2,71%.

Independentemente do ajuste de preços na Bovespa, a preocupação, segundo Torres, é que o mercado está cada dia mais depreciado e que ainda existe chance de novas quedas acentuadas pela falta de perspectiva econômica.

Segundo o analista, o grande questionamento envolve a situação das empresas. O mês de setembro foi muito ruim e as notícias que chegam são de que os problemas se agravaram muito em outubro e novembro.

Além do fraco resultado esperado para o quarto trimestre, Torres aponta que a incerteza maior recai sobre o primeiro trimestre de 2009. " Vamos iniciar um ano com perspectivas muito ruins. "
Voltando o foco para a Bovespa, o analista indica que não há fluxo de recursos para o mercado, pois os investidores estão avessos ao risco e tentam proteger o que sobrou de seu patrimônio. Além disso, o investidor estrangeiro continua saindo do país. Segundo a própria Bovespa, no acumulado de novembro até o dia 17, os não-residentes já tinham sacado mais de R$ 1,3 bilhão.

Na avaliação de Torres, o Brasil ainda não sentiu completamente os efeitos da crise. Por ora, apenas um ou outro setor está bastante comprometido, como o de construção. Agora, aponta o analista, se o governo quiser manter o consumo interno vai ter que fazer uma mudança de política monetária, cortando a taxa de juros.

Dentro do Ibovespa o destaque do pregão é a ação ON do Banco Nossa Caixa. O papel é o segundo mais negociado, registrando alta de 22,06%, para R$ 62,52. Ontem, o Banco Brasil fechou a compra do banco por R$ 5,386 bilhões, avaliando a estatal paulista em R$ 70,63 por ação. Já o papel ON do BB perdia 7,95%, para R$ 12,26.

Além da Nossa Caixa, bom desempenho para o ativo ON da Souza Cruz, que valorizava 6,83%, para R$ 49,21. E AmBev PN subia 4,88%, para R$ 105,99.

Puxando as perdas, Petrobras PN caía 8,37%, para R$ 16,95, mesmo depois de a estatal anunciar nova descoberta de óleo leve no pré-sal do Espírito Santo.

Baixa acentuada também para o ativo PNA da Vale, que recuava 8,0%, para R$ 20,70. Avaliando a mudança de cenário e os resultados da mineradora no acumulado do ano, a Brascan Corretora revisou suas projeções para os papéis da Vale. A recomendação é " outperform " com preço justo de R$ 52,07, o que representa um potencial de alta mais de 130%. O preço alvo estimado anteriormente era de R$ 70,15.

Como na quarta-feira, os bancos e as siderúrgicas seguem perdendo valor. As units do Unibanco caíam, 6,08%, para R$ 11,73, e o papel PN do Bradesco recuava 9,59%, negociado a R$ 19,69. Já o ativo ON da CSN desvalorizava 10,08%, saindo a R$ 19,89, e Gerdau PN perdia 6,41%, valendo R$ 11,37.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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