SÃO PAULO - Os investidores acentuam ainda mais as compras na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que firma posição acima dos 41 mil pontos. Por volta das 14h30, o Ibovespa apontava valorização de 4,16%, aos 41.

339 pontos, com giro financeiro em R$ 2,78 bilhões.

O tom positivo do dia foi reforçado pela apresentação do índice de atividade no setor de serviços nos Estados Unidos. O indicador do Instituto de Gerentes de Compras (ISM) avançou para 42,9 pontos em janeiro, contra 40,1 pontos em dezembro, contrariando, assim, previsão de queda para 39 pontos.

Antes, os agentes já tinham recebido os dados de emprego da ADP, empresa que processa folhas de pagamento. O fechamento de 522 mil empregos no setor privado em janeiro ficou dentro da previsão de 515 mil a 525 mil.

Em Wall Street, o dia também é positivo, mas as compras são menos acentuadas. O Dow Jones subia 0,46%, enquanto o Nasdaq aumentava 1,88%.

Dia positivo nas bolsas estimula a venda de moeda norte-americana, ativo com característica defensiva em momentos de maior incerteza. Há pouco, o dólar comercial era negociado a R$ 2,287 na venda, queda de 1,46%.

Dentro do Ibovespa, a ação PNA da Vale liderava o fluxo comprador, subindo 7,03%, para R$ 31,04. O papel ON ganhava 8,25%, a R$ 36,71. Bom desempenho também para as siderúrgicas, com a ação PN da Gerdau avançando 6,41%, a R$ 16,59. CSN ON também subia 6,85%, transacionado a R$ 38,83. Tanto as mineradoras quanto as siderúrgicas ganham valor em meio a rumores e relatórios sugerindo retomada na demanda na China.

Seguindo o papel da Vale, Bradespar PN valorizava 8,83%, a R$ 26,00, maior alta dentro do índice. Alinhado ao aumento no preço do petróleo, o papel PN da Petrobras registrava elevação de 3,51%, para R$ 26,48.

Entre as construtoras. Cyrela ON ganhava 7,69%, para R$ 11,20, e Gafisa ON subia 8,63%, a R$ 14,34.

Na ponta vendedora, Celesc PNB caía 2,48%, a R$ 32,91, B2W Varejo perdia 2,72%, a R$ 22,82. O papel ON da operadora TIM desvalorizava 0,90%, a R$ 6,59.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) suspendeu a determinação que obrigava que da Telco, holding que controla a Telecom Italia SpA, a fazer uma oferta pública de aquisição pelos minoritários da TIM Part. O colegiado deu mais tempo para a empresa italiana apresentar recurso contestando o parecer da área técnica da autarquia.

(Valor Online)

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