Seguindo o quarto pregão consecutivo de baixa, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) iniciou os negócios desta quarta-feira novamente em terreno negativo, seguindo o mau-humor externo.

No início dos negócios, o Ibovespa caía 0,48%, aos 54.238 pontos.

As más notícias vindas do exterior - contração anualizada de 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) japonês no segundo trimestre deste ano e queda de 0,5% na produção industrial da zona do euro (15 países europeus que compartilham a moeda) em junho - reavivaram o temor de uma recessão econômica global. Com isso, as bolsas internacionais operam no vermelho esta manhã.

Na sessão de ontem, a alta nas ações da Petrobras não foi suficiente para fazer frente à forte venda de ações das siderúrgicas e dos bancos. Depois de subir mais de 1% durante o dia, o Ibovespa fechou o pregão com baixa de 0,40%, aos 54.502 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,19 bilhões.

Hoje, as principais bolsas asiáticas tiveram uma quarta-feira de queda, com o índice Nikkei, da Bolsa do Japão, recuando 2,11%. O índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, perdeu 1,61%. Na Europa, a Bolsa de Paris caía 1,75% e Londres recuava 1,24% às 10h15. As perdas se estendem à Nova York, onde o índice futuro do S&P 500 operava em baixa de 0,46% e o Nasdaq futuro cedia 0,13%, por volta das 10h20, com o setor financeiro ainda no centro das preocupações após as perdas no dia anterior. O desânimo afeta o vencimento de Índice Bovespa futuro hoje, que deve ter um volume reduzido de negócios.

Aqui, a Bovespa se ajusta ao comportamento ruim do exterior e à falta de apetite dos investidores estrangeiros, além da desvalorização contínua das matérias-primas (commodities), apesar de tréguas pontuais, como hoje. O petróleo opera em alta, à espera da divulgação do relatório sobre os estoques semanais da commodity e derivados nos Estados Unidos, às 11h35 (de Brasília). Por volta das 10h20 (de Brasília), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em setembro subia 0,43% a US$ 113,50 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

Petrobras

Em discurso ontem, no Rio, o presidente Lula disse que é preciso mexer na Lei de Petróleo e que o "petróleo não é do governo do Estado do Rio de Janeiro, não é Petrobras, é do povo brasileiro e precisamos discutir o destino deste petróleo". O presidente disse ainda que é necessário "não deixar na mão de meia dúzia de empresas que acham que o petróleo é dela".

O discurso de Lula pode ser interpretado como um aval para a criação de uma companhia estatal destinada especificamente a realizar explorações na área do pré-sal, localizada abaixo do leito marinho, reduzindo as possibilidades da Petrobras - que é controlada pela União, mas tem acionistas minoritários privados - nestas áreas promissoras.

As ações de Petrobras, que ontem chegaram a subir mais de 3%, reagindo ao balanço recorde da companhia no primeiro semestre deste ano, desaceleram o ganho. A dúvida é se os papéis da estatal vão continuar repercutindo hoje as declarações do presidente. Por volta das 10h15, as ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN) da estatal petrolífera caíam 1,27% e 2%, respectivamente.

Dólar

O dólar abriu os negócios em leve queda, mas logo virou para o terreno positivo. Por volta das 9h55, a moeda americana subia 0,12%, cotada a R$ 1,626.

Na terça-feira, o dólar comercial fechou com valorização de 0,55%, a R$ 1,623 a compra e R$ 1,625 na venda.

(Com informações da Agência Estado e Valor Online)

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