Depois de um dia de forte alta, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) vem operando em queda nesta quinta-feira em queda. Por volta das 12h15, o Ibovespa marcava queda de 0,44%, aos 59.730 pontos.

Os investidores estão reagindo mal ao crescimento de 1,9% do PIB dos EUA no segundo trimestre em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Analistas esperam vigor maior da economia americana, prevendo expansão de 2,3% no período. Outro dado que está pesando é o aumento inesperado dos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA na última semana. Os pedidos cresceram 44 mil (economistas projetavam queda de 8 mil), atingindo 448 mil, o maior nível desde abril de 2003.

Com isso, a Bovespa deve abandonar, pelo menos nas primeiras horas da manhã, o sinal de recuperação. Ontem, o mercado doméstico teve uma recuperação surpreendente, ao fechar em alta de 3,37%, com o Ibovespa quase nos 60 mil pontos. Foi a maior valorização desde 5 de junho, quando o índice subiu 3,69%. Na terça-feira, a Bolsa já havia conseguido subir 2,06%, interrompendo uma seqüência de cinco pregões de baixas.

O comportamento da Bolsa esta manhã mostra que no curto prazo o cenário ainda é incerto e bem volátil devido aos sinais de desaceleração da economia mundial e às dúvidas em relação aos preços das commodities. Os negócios ainda podem ser influenciados hoje por mais dois indicadores que serão divulgados nos EUA, o índice de gerentes de compra de Chicago sobre a atividade industrial e o índice de atividade industrial regional do Federal Reserve de Kansas.

No cenário interno, o Banco Central foi incisivo ao afirmar na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que sua estratégia de elevação dos juros básicos (taxa Selic) "visa trazer a inflação de volta à meta central de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), tempestivamente, isto é, já em 2009". Na reunião do Copom da semana passada, a taxa Selic foi elevada em 0,75 ponto porcentual, para 13% ao ano.

Dólar

O dólar comercial opera em alta nesta quinta-feira, depois de registrar as mínimas desde 1999 ontem. Por volta das 14h15, a moeda americana era cotada a R$ 1,566, com alta de 0,26%.

Ontem, o dólar comercial fechou com recuo de 0,42%, a R$ 1,560 a compra e R$ 1,562 na venda.

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