A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) responde em baixa moderada, assim como as demais Bolsas do mundo, à decisão de ontem do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), de aumentar a taxa de redesconto de 0,50% para 0,75%. Às 11h14 (de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) recuava 0,86%, para 67.

251 pontos.

Passado o primeiro impacto, no entanto, o mercado de ações deve ter reação positiva à medida do Fed, que deu ontem um claro sinal de volta à normalidade no sistema financeiro. A elevação da taxa de redesconto nos EUA afeta a Bovespa pelo lado das commodities (matérias-primas), que caem esta manhã, pressionadas pelo fortalecimento do dólar ante outras moedas.

No curtíssimo prazo, o efeito é negativo para a Bolsa. Segundo Frederico Mesnik, gestor da Humaitá Investimentos, o fortalecimento do dólar provoca correção de preços nas commodities, embora a medida do Fed seja extremamente positiva. "É um sinal de que a autoridade monetária norte-americana está vendo pressão inflacionária e que a economia está melhorando. Mostra que o Fed está sendo prudente, segurando as rédeas das economia."

Apesar do recuo no início do pregão, Mesnik diz que não se surpreenderia se a Bovespa fechasse hoje estável, absorvendo o primeiro efeito negativo da decisão do Fed. Agora, a expectativa gira em torno do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA, que será divulgado ainda pela manhã. "Se vier um CPI mais alto do que esperado, pode aumentar no mercado a preocupação com uma elevação mais cedo do que esperado da taxa básica de juro nos EUA", afirma um operador.

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