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O ambiente internacional pesado, por conta das crescentes preocupações sobre a crise na Grécia e do aumento inesperado do juro básico na Índia, deve minar uma reação positiva dos investidores ao balanço da Petrobras, divulgado na sexta-feira à noite. Segundo analistas, a queda do petróleo ao redor de 1,5% deve falar mais alto que o resultado da estatal, que veio um pouco acima do esperado.

Às 10h11 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) recuava 0,97%, para 68.158 pontos.

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 8,129 bilhões no quarto trimestre de 2009, um crescimento de 31% ante o mesmo período do ano anterior. O resultado no trimestre superou em 10,5% a média das previsões dos analistas, que esperavam lucro de R$ 7,353 bilhões. No acumulado de 2009, o lucro foi de R$ 28,982 bilhões, queda de 12,4%, para R$ 28,982 bilhões ante 2008.

A estreia das ações da OSX no pregão de hoje também deve ser comprometida pelo desempenho ruim do petróleo. Além disso, a expectativa é de que os papéis também sofram os efeitos da baixa procura dos investidores, o que levou a empresa de serviços para a indústria de petróleo a reduzir o preço e a quantidade de ações da oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). A expectativa inicial era levantar até R$ 9,9 bilhões, mas a oferta movimentou apenas R$ 2,817 bilhões.

Em Nova York, os índices futuros de ações operam em baixa, contaminados pelas Bolsas asiáticas e europeias e também pressionadas pelas ações do setor de saúde, após a Câmara dos Representantes do EUA ter aprovado, ontem, o projeto de reforma da saúde, a principal bandeira do governo Barack Obama.

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