Se ontem, com o ventos externos favoráveis, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o dia em baixa de 0,61%, pressionada por Petrobras e Vale, hoje o clima de aversão ao risco no exterior volta a gerar perdas. Às 10h18 (de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) recuava 0,89%, para 66.

Se ontem, com o ventos externos favoráveis, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o dia em baixa de 0,61%, pressionada por Petrobras e Vale, hoje o clima de aversão ao risco no exterior volta a gerar perdas. Às 10h18 (de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) recuava 0,89%, para 66.522 pontos.

Além das notícias ruins da véspera, como o aumento do compulsório na China e a proposta de criação de um imposto de 40% sobre os ganhos das companhias de commodities (matérias-primas) anunciado pelo governo da Austrália, os investidores se deparam com um dado mostrando arrefecimento da atividade industrial chinesa. Com isso, aumenta o temor de redução da demanda por commodities, o que derruba as cotações dos metais e do petróleo.

As ações da Vale, que ontem caíram 2,5%, devem continuar sendo castigadas. A elevação da taxa de juros na Austrália em 0,25 ponto porcentual, para 4,5% ao ano, também serve de pressão adicional para o mercado de commodities.

Pesa ainda sobre os metais o medo de que a crise da Grécia se espalhe para outros países e o receio de rebaixamento do rating (classificação de risco) da Espanha. As ações dos bancos BBVA e Santander caíam mais de 4% na Europa, o que pode ter algum impacto na Bovespa. As bolsas europeias operam com perdas de mais de 1%.

Petrobras, que ontem foi determinante para a queda da Bolsa, também não deve ter destino melhor do que Vale, diante do mau humor externo. As ações da estatal caíram mais de 4% ontem, refletindo as dúvidas sobre o processo de capitalização, especialmente em relação ao preço e à quantidade de ações a serem emitidas numa possível oferta pública. Hoje, além disso, o petróleo está sendo negociado em baixa de quase 2%, cotado na faixa de US$ 84,50.

A temporada de balanços trouxe hoje o resultado de Itaú Unibanco, que teve lucro líquido de R$ 3,234 bilhões no primeiro trimestre, crescimento de 60,5% em relação a igual período de 2009. O resultado do Itaú Unibanco superou em 8,1% a previsão média dos analistas.

O setor de construção amanhece com novidades que devem provocar novos ajustes de preços. A PDG Realty, que tem forte atuação no segmento de baixa renda, anunciou ontem à noite a compra da Agre, que reúne as incorporadoras Agra, Abyara e Klabin Segall, criando a maior incorporadora imobiliária do País. A nova empresa nasce com valor de mercado de R$ 8,8 bilhões. Não houve pagamento em dinheiro, apenas troca de ações.

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