Os investidores se deparam novamente hoje com uma agenda esvaziada, tanto no Brasil quanto no exterior. A sessão na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) promete ser fraca, repetindo o que ocorre nos Estados Unidos e na Europa.

O recuo dos preços das commodities (matérias-primas), favorecido pelo fortalecimento do dólar ante o euro, é um desestímulo ao mercado de ações. Às 11h17, o índice Bovespa (Ibovespa) caía 0,13%, para 68.483 pontos.

Os contratos futuros de petróleo também registram baixas, voltando ao patamar de US$ 80 por barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) eletrônica, à espera do relatório semanal do API sobre os estoques norte-americanos da commodity. Os dados somente serão divulgados no começo da noite.

Hoje, a China também anunciou que as vendas de veículos aumentaram 46,3% em fevereiro, ante o mesmo mês de 2009, para 1,21 milhão de unidades. No entanto, o número mostra forte desaceleração em relação a janeiro, quando as vendas somaram 1,66 milhão de unidades.

No Brasil, o destaque é o anúncio das medidas para o novo marco regulatório da mineração, que será feito pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, às 15 horas. O objetivo das medidas é acelerar a exploração e a produção de lavras - hoje, muitas empresas retardam a produção para aguardar a valorização das terras.

O governo quer impor prazos para que as empresas que recebem autorizações comecem a produzir. A menos que o governo anuncie um aumento dos royalties do setor - o que é considerado pelos analistas pouco provável -, dificilmente as medidas que serão divulgadas hoje terão impacto nas ações da Vale. "O mais importante para os papéis da Vale, para o bem ou para o mal, são os indicadores econômicos da China", afirma o estrategista-chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi.

As ações da CSN, que ontem lideraram as altas do Ibovespa, seguem no radar dos investidores. A siderúrgica informou nesta manhã que as vendas internas de aço devem crescer 30% este ano, em comparação com 2009. Segundo o diretor comercial da CSN, Luiz Fernando Martinez, a empresa espera vender 5 milhões de toneladas em 2010, 85% desse total no mercado interno.

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