A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta o pregão de hoje, após a queda de 2,99% ontem, que empurrou o índice Bovespa (Ibovespa) novamente para o nível dos 64 mil pontos. Às 11h07, o Ibovespa avançava 0,57%, aos 64.

814 pontos, com os investidores atentos ao comportamento do dólar no exterior enquanto assimilam os balanços divulgados no Brasil e aguardam o resultado de Petrobras, que sai após o fechamento. O dólar, que ontem se valorizou ante outras moedas, derrubando as cotações das commodities e prejudicando as bolsas, hoje faz o movimento oposto, trazendo um certo alívio às commodities e ao mercado acionário.

Para o diretor da Ágora Corretora, Alvaro Bandeira, o viés da Bovespa continua sendo de alta, mas até o final do ano o mercado deverá ficar oscilando em torno desse patamar de preços. "Os investidores querem garantir o que já ganharam até agora sem correr mais muitos riscos. A Bolsa deve congestionar em torno desse nível de preços", avalia.

A melhora sinalizada pelo mercado de ações hoje também reflete a confirmação do fim da recessão na zona do euro (grupo dos 16 países que adotam o euro como moeda). Após cinco trimestres seguidos de retração, o PIB da zona do euro cresceu 0,4% no terceiro trimestre deste ano em relação ao segundo trimestre. Embora o resultado tenha ficado abaixo das previsões dos analistas, que esperavam alta de 0,6%, o dado recebe uma leitura positiva do mercado. Mas as bolsas mostram fôlego pequeno de alta, no a aguardo dos indicadores norte-americanos, em especial o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan preliminar de novembro.

Na Bovespa, a sexta-feira também deve ser de novos preços aos ativos em função dos balanços divulgados neste último dia da temporada de resultados do terceiro trimestre, que tem como principal destaque a blue chip Petrobras. A média das previsões de analistas indica para a estatal um lucro líquido de R$ 7,199 bilhões no terceiro trimestre. Se confirmado, o valor corresponde a uma queda de 33% em comparação com o mesmo trimestre em 2008 e de 6,9% ante o segundo trimestre deste ano.

Há dúvidas, no entanto, se a estatal vai lançar no resultado do terceiro trimestre ou no do quarto trimestre o provisionamento de uma despesa de R$ 2 bilhões para o pagamento de tributos atrasados referentes ao campo de Marlim. O anúncio do acordo entre a Petrobras e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) para o pagamento destes tributos foi divulgado em meados de outubro. Também saem hoje à noite o resultado da Eletrobras, Cemig e Fibria, entre outros.

Entre os balanços apresentados hoje está o da Cosan. A produtora de açúcar e álcool anunciou que encerrou o trimestre fiscal com lucro líquido de R$ 173,4 milhões, revertendo resultado negativo de R$ 380,7 milhões no mesmo período do ano fiscal de 2009. No setor imobiliário, Cyrela e Rossi também abriram seus números. O lucro líquido da Cyrela Brazil Realty bateu recorde no terceiro trimestre, atingindo R$ 264,1 milhões, dando um salto de 239% em relação ao mesmo trimestre de 2008. A Rossi Residencial lucrou R$ 61,8 milhões no terceiro trimestre, valor que superou em 73,7% o do mesmo período de 2008.

A JBS Friboi registrou lucro líquido de R$ 151,5 milhões no terceiro trimestre de 2009, uma queda de 78,2% sobre os R$ 694 milhões de igual período de 2008. A receita líquida somou R$ 8,379 bilhões, com alta de 7,8%, e o Ebitda foi de R$ 291,9 milhões, com queda de 38,5%.

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