O receio de uma antecipação da alta dos juros nos Estados Unidos e a queda das commodities (matérias-primas) devem manter os negócios em temperatura morna na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), pelo menos até a abertura dos mercados nos Estados Unidos. Às 11h12, logo após a abertura, o índice Bovespa (Ibovespa) avançava 0,46%, para 67.

917 pontos.

A valorização do dólar frente a outras moedas, ecoando os dados sobre emprego nos Estados Unidos, divulgados na sexta-feira, exerce pressão negativa nas commodities metálicas e no petróleo. Após melhora surpreendente do mercado de trabalho norte-americano, com o corte de apenas 11 mil vagas em novembro, o receio de uma recessão em "W" nos EUA foi reduzida. Por outro lado, aumentou a preocupação de uma elevação da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central do país) mais cedo que o previsto. Com isso, muitos investidores estão comprando dólar, antecipando uma possível elevação do juro norte-americano.

O ponto de atração do mercado financeiro hoje é o discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke, a partir das 15h45. Ele será monitorado atentamente, com os investidores em busca de pistas sobre o rumo da política monetária.

No Brasil, a Bovespa tem hoje mais uma notícia corporativa evidenciando a solidez da economia e as perspectivas futuras positivas para a atividade. A Hypermarcas anunciou a compra do Laboratório Neo Química, fabricante de medicamentos genéricos e isentos de prescrição. O valor do negócio é de R$ 686,737 milhões e envolve emissão de 17,5 milhões de ações da Hypermarcas, a serem subscritas pelos acionistas do Neo Química. A operação total está avaliada em cerca de R$ 1,3 bilhão.

A associação entre o Grupo Pão de Açúcar e a Casas Bahia, anunciada na sexta-feira, deve continuar gerando reflexos nos papéis. As ações PNA do Pão de Açúcar fecharam em alta de 8% na sexta-feira e as do B2W caíram 5%, em decorrência da formação de um concorrente de peso no comércio eletrônico.

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