Os bons números dos balanços da Intel e do JPMorgan, os dados de vendas no varejo melhores do que o esperado no Brasil e também nos Estados Unidos, a inflação norte-americana sob controle e mais o crescimento forte de Cingapura no primeiro trimestre imprimem um tom positivo às bolsas e às commodities esta manhã. A alta do índice Bovespa (Ibovespa) nos primeiros minutos de pregão reflete esse bom humor externo.

Os bons números dos balanços da Intel e do JPMorgan, os dados de vendas no varejo melhores do que o esperado no Brasil e também nos Estados Unidos, a inflação norte-americana sob controle e mais o crescimento forte de Cingapura no primeiro trimestre imprimem um tom positivo às bolsas e às commodities esta manhã. A alta do índice Bovespa (Ibovespa) nos primeiros minutos de pregão reflete esse bom humor externo. Mas como ainda faltam sair indicadores importantes nos Estados Unidos ao longo do dia e o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Ben Bernanke, fala no Congresso, há um pouco de cautela no ar. Aqui, além disso, ocorre o vencimento de Ibovespa futuro e opções sobre Ibovespa. Às 10h10, o Ibovespa subia 0,50%, aos 71.143 pontos.<p><p>De qualquer forma, a expectativa é de que Bovespa teste novamente o nível dos 71.500 pontos. A recomposição dos preços dos metais, que estão negociados em alta em Londres, na esteira do enfraquecimento do dólar ante outras moedas, deve amparar a alta do mercado doméstico. Mais cedo, o cobre atingiu a máxima dos últimos dois dias, de US$ 7.968 por tonelada, o alumínio avançou para o nível mais alto desde setembro de 2008 e o níquel chegou ao maior preço desde maio de 2008, antes de recuarem. O petróleo subia mais de 1%, tendo alcançado, na máxima, US$ 85 por barril. <p><p>O clima mais favorável aos ativos de risco se fortaleceu ontem à noite, quando a Intel anunciou lucro de US$ 2,4 bilhões no primeiro trimestre, equivalente a US$ 0,43 por ação, o melhor primeiro trimestre em mais de quatro décadas, estimulando o interesse pelo setor de tecnologia nos EUA e na Europa esta amanhã. E hoje cedo o JPMorgan também apresentou números melhores do que o esperado, ao informar lucro líquido de US$ 3,3 bilhões, ou US$ 0,74 por ação, 10 centavos acima do lucro previsto por analistas. <p><p>A Ásia também colaborou para a melhora de humor nesta véspera de divulgação de uma bateria de indicadores chineses, incluindo o Produto Interno Bruto (PIB) do trimestre. Cingapura informou que o PIB do primeiro trimestre disparou 32,1%, em dado anualizado, ante o último trimestre de 2009. Diante desse resultado vigoroso, o governo de Cingapura aumentou a previsão de crescimento econômico em 2010 para até 9% e o BC mudou a faixa de oscilação do câmbio local. <p><p>As ações do Pão de Açúcar, que ontem foram destaque de baixa (4,98%), devem continuar movimentando a Bolsa, com reflexos em outros papéis do setor. A novidade do caso é que, segundo fontes, a Casas Bahia e o Pão de Açúcar acertaram uma trégua até sexta-feira, numa tentativa de superar os impasses que colocaram em risco a fusão das duas companhias. O setor também está no foco das atenções hoje por causa das vendas fortes do varejo em fevereiro, que cresceram 1,6% ante janeiro, superando o teto das estimativas. O aquecimento da economia evidenciado por esse dado de vendas, no entanto, joga ainda mais lenha na fogueira da inflação. <p><p>Na Bovespa, a temporada de balanços do terceiro trimestre também começou bem. A Localiza, que iniciou a safra de balanços, anunciou aumento de 61,6% no lucro líquido consolidado no período, para R$ 48,8 milhões, ante R$ 30,2 milhões no mesmo período de 2009. Analistas estão otimistas para essa temporada de resultados das empresas, que deve apresentar os melhores resultados desde o início da crise financeira.
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