A divulgação do relatório do vagas de trabalho nos Estados Unidos em janeiro com base na folha de pagamentos (payroll) e as ações da Vale dividem as atenções dos investidores em ações nesta sexta-feira. Hoje, o índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) abriu em alta e, por volta das 11h15, marcava ganhos de 1,51%, na máxima de 41.

727 pontos, refletindo ainda o clima positivo que vem imperando nos negócios por conta de expectativas de melhora da demanda por matérias-primas (commodities), o que tem puxado para cima os preços das ações da Vale e das siderúrgicas.

Hoje essa expectativa é reforçada pela notícia de que a China está realizando compras adicionais de cobre, que eventualmente irão totalizar 30 mil toneladas métricas, conforme um analista de cobre de uma corretora de Xangai. Com isso, o preço do cobre dispara em Londres, influenciando o ganho de outros metais, com o alumínio próximo de uma máxima de três semanas e os demais se recuperando após perdas na sessão anterior.

No horário citado acima, as ações preferenciais (PN) classe A da mineradora subiam 2,07%. Ontem, as ações da Vale voltaram a fechar em alta de mais de 4%, levando o Ibovespa a subir pelo terceiro pregão seguido, acumulando neste ano ganho de 9,5%.

Se o payroll de janeiro, que sai às 11h30 (de Brasília) nos EUA, não trouxer um número muito diferente do esperado, a Bolsa deve seguir a toada de alta, alimentada pelos ganhos dos metais. O consenso entre analistas para o dado é de perda de 525 mil postos de trabalho no mês passado. Os mais pessimistas, como o analista do ING, James Knightley, acredita que o levantamento pode mostrar uma redução de 750 mil vagas, com riscos de pender para um número mais perto de um milhão.

Mas o efeito do payroll no exterior pode ser amenizado pelas expectativas em torno de uma ação dupla do presidente dos EUA, Barack Obama, e do secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner. Este último deve apresentar na próxima segunda-feira (dia 9) um plano de resgate do sistema financeiro, incluindo os detalhes da criação de um "banco ruim" para a compra de ativos tóxicos.

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