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Uma bomba de fabricação caseira explodiu ontem diante de uma filial do Banco Itaú em Santiago, no Chile, sem deixar vítimas. Esse foi o segundo ataque contra um alvo brasileiro na capital chilena em uma semana.

No dia 6, uma bomba explodiu diante da Embaixada do Brasil, quebrando vidros e danificando as paredes do prédio, mas nenhum grupo assumiu a autoria do ataque. Segundo o embaixador brasileiro, Mário Villalba, a ação não teria nenhuma ligação com as relações bilaterais.

O atentado ocorreu às 0h30 (1h30 de Brasília) na filial da Avenida Príncipe de Gales, no bairro residencial de La Reina. O artefato danificou a fachada e o interior do banco e, segundo algumas testemunhas, também destruiu as janelas de casas próximas.

De acordo com o capitão Claudio Loyola, imagens gravadas pelas câmeras de segurança do edifício mostram um homem deixando um pacote diante do banco. A bomba, segundo a polícia chilena, era composta de um cilindro de gás acoplado a um material explosivo. Novamente, nenhum grupo ou indivíduo reivindicou a autoria do atentado.

"O Itaú está trabalhando para a recomposição da agência para sua reabertura no menor tempo possível e está prestando todo o apoio às autoridades chilenas, que já estão investigando o caso", disse uma nota do Itaú divulgada ontem.

Segundo a assessoria de imprensa do banco, os funcionários da agência atingida não tinham autorização para falar sobre o caso. No final da tarde, o subsecretário do Interior do Chile, Felipe Harboe, reconheceu que a estratégia usada nos dois ataques foi "relativamente similar".

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