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Bolsas sofrem forte queda, apesar do socorro à AIG

As Bolsas em todo o mundo registraram fortes perdas nesta quarta-feira, apesar do socorro sem precedentes do Tesouro americano ao grupo de seguros AIG.

AFP |

Sacudidos na segunda-feira pela quebra do banco americano de investimentos Lehman Brothers, os mercados voltaram a balançar com a ameaça de falência da American International Group (AIG), que recebeu uma injeção de 85 bilhões de dólares do Banco Central americano (Fed).

Após cair 504 pontos na segunda-feira, no pior recuo desde os atentados de 11 de setembro de 2001: o índice Dow Jones de Wall Street voltou a mergulhar hoje, cedendo 4,06%, seguido pelo Nasdaq, 4,94%.

As Bolsas latino-americanas foram arrastadas por Wall Street, com São Paulo perdendo 6,74%, México, 4,7%, Buenos Aires, 5,07% e Santiago, 2,57%.

Na Europa não foi diferente: Londres caiu 2,25%, Paris, 2,14%, Frankfurt, 1,75%, Amsterdam, 3,83%, Estocolmo, 3,65%, Bruxelas, 3,13%, Madri, 2,29%, Zurique, 1,17%, Milão, 2,52%, e Lisboa, 1,87%.

O índice europeu Eurostoxx 50 perdeu 2,49%. O Latibex, índice que reúne 38 valores latino-americanos cotados em euros na Bolsa de Madri, perdeu 63,3 pontos (2,34%).

Os mercados asiáticos receberam favoravelmente o socorro à AIG, mas logo em seguida a atenção se voltou para o banco britânico HBOS, o maior provedor de hipotecas da Grã-Bretanha, cujas ações caíram 52% antes do anúncio do interesse do Lloyds TSB.

Tóquio escapou e fechou em alta de 1,21%, mas Hong Kong perdeu 3,6% e Xangai, 2,9%.

"Vamos ver mais vítimas no setor financeiro. Se as condições do mercado são tão ruins que um gigante como a AIG precisa de ajuda do governo, o que ainda vai acontecer com os atores pequenos e médios?" - perguntou o analista Julian Jessop, da Capital Economics.

"A idéia do governo assumindo mais passivos não é reconfortante", explicou Patrick O'Hare, da Briefing.com.

"O mercado é muito volátil. Há muitas informações e rumores circulando", disse Mace Blicksilver, da Marblehead Asset Management.

A operação de salvamento da seguradora AIG trouxe ainda mais temores para o mercado, que ao invés de se tranqüilizar, voltou a se perguntar sobre a real gravidade da crise.

Como reflexo do nervosismo que envolve o mercado, os preços do ouro dispararam.

No London Bullion Market, o preço da onça de ouro passou de 779,50 na terça-feira para 834,02 dólares nesta quarta.

Outros mercados de países emergentes, a exemplo da Rússia, seguiram caindo após a terça-feira negra, quando Moscou registrou seu pior recuo em um dia desde a crise financeira de 1998.

A situação crítica obrigou o Banco Central russo a intervir, reduzindo drasticamente os requisitos para empréstimos ao setor privado.

O ministério russo das Finanças anunciou a injeção de 350 bilhões de rublos (10 bilhões de euros) no setor bancário.

bmm/LR

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