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Bolsas sobem, impulsionadas por otimismo renovado

A bolsa de Nova York operava no azul nesta segunda-feira, enquanto os pregões europeus e asiáticos fecharam em alta, alentados pelos planos dos líderes mundiais de continuar tomando medidas para combater a crise financeira e por um relatório econômico americano trazendo notícias melhores do que o esperado.

AFP |

Animada pelos sólidos lucros nas bolsas da Ásia e da Europa, Wall Street abriu em alta, com +1,01% em seu principal índice, o Dow Jones, a 8.942.06 pontos.

A tendência se manteve, e até as 16H25 GMT o Dow Jones subia 1,60%, enquanto o Nasdaq, dos valores tecnológicos, avançava 1,06% e o Standard & Poor's 500, mais amplo, ganhava 2,12%.

O otimismo da bolsa americana no início do pregão, por sua vez, deu confiança aos mercados da Europa, onde a Bolsa de Londres fechou em forte alta de 5,41%, Paris de 3,56%, Frankfurt de 1,12% e Madri de 2,99%.

Na América Latina, a Bolsa de São Paulo avançava 3,93% e a do México 2,04%, enquanto Buenos Aires caía 0,06% próxima da estabilidade.

Os analistas atribuem a tendência de alta à decisão da União Européia (UE) e dos Estados Unidos, anunciada no final de semana, de organizar uma série de cúpulas para fortalecer o sistema financeiro internacional. A primeira delas foi marcada para o mês que vem.

O otimismo do mercado americano se manteve após o anúncio do presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, sobre a possibilidade de um novo pacote fiscal de estímulo, uma vez que seu país passa por uma prolongada desaceleração econômica.

Em outro sinal positivo para os mercados, a organização americana Conference Board informou nesta segunda-feira que seu índice dos principais indicadores econômicos dos Estados Unidos nos últimos seis meses subiu inesperadamente 0,3% em setembro, em seu primeiro aumento em cinco meses.

Apesar do clima de otimismo, os analistas apontam para o fato de que os mercados permanecem atentos para o impacto da contração do crédito mundial, que dá alguns sinais de distensão.

"Temos um segundo dia consecutivo de lucros" em Londres, "e isto nos dá a esperança de que tenhamos uma semana sem sobressaltos, disse Joshua Raymond, estrategista de mercado da City Index.

Os governos já injetaram bilhões de dólares em instituições financeiras com problemas nas semanas que passaram, enquanto os bancos centrais lançaram enormes quantidades de dinheiro vivo nos mercados monetários em um esforço para manter o fluxo de crédito e impedir um colapso do sistema financeiro.

Embora seja cedo demais para dizer que o pior da crise já ficou para trás, há sinais de que "poderíamos estar nos aproximando de um alívio tenporário", estimaram analistas do JPMorgan.

Analistas da RBC Capital Markets advertiram, no entanto, que "os mercados ainda estão nervosos, e a frágil estabilidade pode se esvair facilmente".

Há crescentes temores de uma recessão nos Estados Unidos, Europa e Japão, enquanto a China informou nesta segunda-feira que seu crescimento econômico se desacelerou para 9% no terceiro trimestre de 2008, e a Índia registrou no mesmo trimestre sua pior taxa de crescimento desde 2005, a 7,9%.

Além disso, o chileno Juan Somavía, diretor geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), advertiu nesta segunda-feira em Genebra que a crise financeira pode colocar 20 milhões de pessoas na rua em todo o mundo até o fim de 2009.

Na Ásia, a Bolsa de Tóquio encerrou em alta de 3,59%, Hong Kong avançou 5,3%, Seul ganhou 2,3% e Xangai subiu 2,25%, apesar da notícia sobre a desaceleração do crescimento econômico chinês. A Bolsa de Sydney fechou a +4,3%.

burs/ap/sd

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