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Bolsas mundiais registram altas espetaculares com plano de socorro nos EUA

As Bolsas de todo o planeta dispararam nesta sexta-feira, impulsionadas pelos ganhos com os títulos bancários, após o anúncio de um plano do governo americano para absorver os créditos podres, responsáveis pela contração mundial do crédito.

AFP |

Os valores bancários foram a estrela da jornada, alguns com ganhos de até 40%, enquanto Washington prepara um plano para absorber as montanhas de créditos podres que os bancos americanos acumularam no ano passado e que desataram a atual crise financeira.

Estados Unidos, Grã-Bretanha e Suíça proibiram a operação chamada de "short selling", acusada de ser a responsável pelas grandes quedas nos papéis dos bancos.

O "short-selling", um tipo de especulação, ocorre quando os investidores vendem ações que ainda não têm para ganhar com uma prevista queda dos preços, muitas vezes contribuindo para derrubar as cotações.

"Eles manipularam o mercado com a proibição da venda a descoberto, o que não deixou outra alternativa aos vendedores que cobrir suas posições" comprando ações, destacou Mace Blicksilver, da Marblehead Asset Management.

Os bancos centrais seguiram injetando dinheiro nos mercados para manter a liquidez.

Em Wall Street, o Dow Jones subiu 3,35% e o Nasdaq, 3,40%.

Wall Street conclui assim uma semana muito volátil, subindo 7,34% nos dois últimos dias e limitando suas perdas a apenas 0,29%.

"Parece que Wall Street virou a página", disse Fred Dickson, da DA Davidson & Co.

O banco de investimentos americano Morgan Stanley, cujo futuro está em jogo e que acusava o "short selling" por sua situação, subiu 20,7%.

Na Europa, várias Bolsas fecharam com altas históricas: Em Paris, o índice CAC 40 terminou com ganho recorde de 9,27%, a 4.324,87 pontos, e em Londres o Footsie 100 subiu 8,84%, a 5.311,30 unidades.

A Bolsa de Frankfurt, a primeira praça financeira da Europa, ganhou 5,56%, a 6.189,53 pontos, e Madri registrou alta recorde de 8,71%, a 11.557,90 unidades.

Na América Latina, São Paulo subiu 9,57%; Buenos Aires, 10,24%; e México, 4,57%.

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, anunciou que analisa com o Congresso um plano para absorver os ativos podres das instituições financeiras.

"Em uma noite, o jogo mudou", disse o analista John Wilson, do Morgan Keegan. "Temos a esperança de que isto seja o começo de algo grande".

Paulson disse hoje que o plano envolverá centenas de bilhões de dólares.

"Estamos falando de centenas de bilhões de dólares. Isto precisa ser suficientemente grande para fazer uma diferença real e chegar ao coração do problema".

O presidente George W. Bush advertiu que os contribuintes terão que enfrentar uma parte significativa do custo do plano, em "um momento crítico para a economia americana".

A esperança de um plano de socorro de grande envergadura também estimulou os mercados asiáticos nesta sexta-feira.

A Bolsa de Tóquio subiu 3,76%; Hong Kong, 9,6%, e Xangai, 9,46%, a última alentada ainda pelo fim do imposto sobre transações em Bolsa na China.

Seul fechou em alta de 4,6%; Cingapura, 6,4%, e Taipé, 5,82%. A Bolsa de Sidney avançou 4,3%.

Na Rússia, onde os mercados fecharam durante a maior parte do tempo nos últimos três dias, após as maiores quedas desde a crise financeira de 1998, os índices foram às núvens: RTS ganhou 22,39% e Micex, 28,69%.

lbc/LR

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