As Bolsas mundiais despencaram nesta segunda-feira pelas dificuldades dos estabelecimentos financeiros nos Estados Unidos e na Europa, enquanto as taxas interbancárias disparam, sinal da desconfiança que reina entre os bancos.

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A Bolsa de Paris fechou em forte queda de 5,04%, a 3.953,48 pontos, seu menor nível desde maio de 2005.

Em Londres, o FTSE caiu 5,30%, para 4.818,77 pontos. O DAX de Frankfurt, perdeu 4,23%, fechando a 5.807,08 pontos. A Bolsa de Bruxelas fechou em forte queda de 7,98%, a 2.589,47 pontos, empurrada pela queda das ações dos bancos Fortis e Dexia. Já o ndice AEX de Amsterdã retrocedeu 8,75%, a 323,55 pontos.

De acordo com dados preliminares, o índice FTSEurofirst 300 desabou 4,95%, para 1.050 pontos --menor patamar de fechamento desde janeiro de 2005.

Em Wall Street, o principal índice da Bolsa de Nova York, o DJIA recuava 2,46%.

A taxa interbancária no contrato de três meses oferecida em Londres e expressada em dólares (Libor) subia nesta segunda-feira a 3,8825% contra 3,7618% de sexta-feira, acentuando sua violenta alta da semana passada.

Esta forte alta intensifica o medo dos bancos de emprestar dinheiro e dificulta mais ainda o acesso ao crédito dos bancos que precisam de liquidez. Diante desta contração, os bancos centrais intensificaram novamente suas operações para injetar liquidez no mercado e aliviar os bancos.

O Federal Reserve (Fed, BC americano) anunciou nesta segunda-feira que aumentou em US$ 330 bilhões as linhas de crédito que concede aos bancos centrais para que eles possam fazer empréstimos em dólares, elevando-a a um total de US$ 620 bilhões.

Estes acordos de "swap" envolvem o Banco Central Europeu (BCE), o Banco da Inglaterra, o Banco do Canadá, o Banco do Japão, assim como os bancos centrais da Suíça, da Noruega, da Suécia, da Dinamarca e da Austrália.

Nem o acordo de resgate alcançado no Congresso americano não acalmou os investidores. "A aversão ao risco é total, porque o mercado interbancário não funciona. Todos os bancos que haviam concedido crédito a longo prazo estão asfixiados", indicou um operador da Bolsa de Paris.

A Euribor no contrato trimestral, uma das principais taxas de referência do mercado monetário da zona euro, também aumentou muito, de 5,142% para 5,237%.

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