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Bolsas fecham em alta na Ásia e na Europa

As Bolsas asiáticas e europeias fecharam em alta nesta terça-feira, otimistas com a expectativa dos operadores sobre uma redução das taxas de juros nos Estados Unidos para aliviar a turbulência financeira.

AFP |

 

Na Bolsa londrina, o FTSE-100 encerrou com ganhos de 0,88%. O CAC-40, de Paris, ficou com alta de 0,14%. Em Frankfurt, o DAX teve a maior elevação: 6,97%.

Apesar de a preocupação persistir, os mercados vêm dando sinais de que estão dispostos a continuar negociando acima de tudo, depois das perdas acumuladas.

"Por um lado, os investidores se preocupam com a possibilidade de uma recessão mundial, por outro se dão conta de que muitas ações estão subvalorizadas", disse Hugh Johnson, da Johnson Illington Advisors, em Nova York.

As praças européias, que perderam mais de 40% de seu valor este ano, abriram em alta, mas estão oscilando muito.

Os agentes saem em busca de pechinchas e olham para os números da gigante do petróleo BP, melhores do que o previsto. As ações da BP subiam mais de 7% em Londres depois de a companhia comunicar uma elevação de 83% no lucro no terceiro trimestre.

Ásia

Mas o otimismo foi mais forte ainda nas principais Bolsas da Ásia: Hong Kong fechou em alta recorde de 14,4%, Tóquio subiu 6,41%, Xangai, 2,81%, Cingapura, 4,14%, e Seul, 5,6%.

Para amenizar a volatilidade dos mercados, o governo japonês proibiu nesta terça-feira a especulação com a venda de títulos a descoberto, por considerar que esta prática derruba os valores, seguindo assim os passos de outros países.

Isto não evitou o nervosismo entre os investidores, preocupados com o impacto da crise nas empresas, apesar dos planos de reativação, os cortes das taxas de juros ou os apelos à calma dos grandes bancos centrais do mundo.

As Bolsas das monarquias do Golfo continuavam caindo nesta terça-feira, pelo terceiro dia consecutivo, devido ao mercado kuwaitiano, deprimido pelas perdas do segundo maior banco do país.

A crise financeira, que atingiu em cheio o setor da construção e o automobilístico se estendeu a outros setores.

O Federal Reserve (Fed, banco central americano) deve reduzir novamente a taxa básica de juros na quarta-feira para dar fôlego aos mercados, segundo analistas.

Na mesma linha, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, disse na segunda-feira que é possível que as taxas sejam reduzidas na zona euro na próxima semana.

A queda dos preços das matérias primas, principalmente o petróleo, reduziu a pressão inflacionária e aumentou as margens de manobra dos bancos centrais.

Nos mercados de câmbio, a volatilidade também é grande. Em Tóquio, o euro atingiu seu menor nível frente ao dólar desde abril de 2006, a US$ 1,2328.

Mas o iene, que não parava de subir, caiu bruscamente: o dólar voltou a ficar acima dos 95 ienes e o euro era negociado a mais de 120 ienes.

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