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A maioria das bolsas na Europa seguia o movimento de leves altas como reação às ações coordenadas de bancos centrais cortando taxas de juros em várias das principais economias do mundo. No final do pregão, porém, viraram e encerraram os negócios em baixa.

Acordo Ortográfico O índice DAX-30, da Bolsa de Frankfurt, fechou em queda de 2,53% (126,62 pontos), para 4. 877 pontos. O índice Ibex-35, da Bolsa de Madri, fechou em queda de 3,83% (394,70 pontos), para 9.902,90 pontos. O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em queda de 1,55%, para 3. 442,70 pontos. O índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, fechou em queda de 1,21% (52,9 pontos), para 4.313,8 pontos. 

Nova York

Os principais índices de ações de Wall Street voltam a registrar bastante oscilação e fecharam em baixa, com destaque para a queda de 6,48% do índice Dow Jones Industrial, que, pela primeira vez desde agosto de 2003, ficou abaixo dos 9.000 pontos. Pesa sobre o mercado o desempenho das ações da General Motors e do banco Morgan Stanley.

Os papéis da GM despencavam 17%, para US$ 5,68, depois de terem caído para menos de US$ 5,50, pela primeira vez desde 1950. Morgan Stanley tinha declínio semelhante em termos porcentuais. As duas ações fazem parte da lista de proibição temporária de vendas a descoberto pela SEC (CVM norte-americana), que expira à meia-noite.

Nos últimos pregões, o Morgan vem caindo apesar de garantias do grupo e da instituição financeira japonesa Mitsubishi UFJ Financial de que uma injeção de capital está correndo bem. Segundo o analista Sveinn Palsson, o que pesa sobre a GM e o Morgan continuam sendo as questões de crédito. "As pessoas estão preocupadas sobre como o aperto de crédito está afetando a economia e essas companhias estão no centro disso".

As ações da IBM subiam apenas 1,27%, mesmo após a companhia anunciar aumento de 20% no lucro líquido no terceiro trimestre. As informações são da Dow Jones.

Mercado asiático

O corte conjunto de juros feito pelos principais bancos centrais do mundo, como tentativa de conter a turbulência financeira nos mercados, surtiu efeito parcial nos mercados asiáticos. Em algumas bolsas, a percepção dos investidores foi de que essas medidas não devem frear a pressão recessiva nos países desenvolvidos.

Para outros mercados, a decisão dos BCs mostrou-se positiva. A Bolsa de Jacarta, na Indonésia, permaneceu fechada devido à baixa de mais de 10% do índice composto ontem. A Bolsa de Hong Kong obteve recuperação após três sessões consecutivas de baixa. O índice Hang Seng ganhou 511,51 pontos, ou 3,3%, e terminou aos 15.943,24 pontos.

Na China continuaram as preocupações sobre a tormenta financeira nos mercados globais, o que fez as Bolsas fecharem em baixa pelo quinto pregão seguido, apesar da redução dos juros adotada por Pequim. O índice Xangai Composto caiu 0,8% e encerrou aos 2.074,58 pontos.

Também em pregão instável, a Bolsa de Taipé, em Taiwan, voltou a apresentar a menor pontuação em mais de cinco anos. O índice Taiwan Weighted perdeu 1,45% e encerrou aos 5.130,71 pontos. Por sua vez, a Bolsa de Sydney, na Austrália, fechou em queda e recuou para a menor pontuação em mais de três anos. O índice S&P/ASX 200 caiu 1,5% e terminou aos 4.320,9 pontos.

A Bolsa de Cingapura apresentou alta, uma vez que os investidores viram boas oportunidades de compras após a baixa de 6,6% ontem. O índice Strait Times subiu 3,4% e fechou aos 2.102,71 pontos. 



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