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Bolsas européias terminam em direções divergentes

As bolsas européias fecharam o pregão de hoje sem direção comum, com Londres e Paris em leve baixa, enquanto os mercados de Frankfurt e Madri subiram. As praças acionárias foram parcialmente beneficiadas por balanços corporativos positivos, mas os dados econômicos piores que o esperado nos EUA levantaram temores de que a maior economia mundial pode estar perto da recessão.

Agência Estado |

Além do relatório que mostrou que o Produto Interno Bruto dos EUA cresceu 1,9% no segundo trimestre, quando o esperado era expansão de 2,3%, o dado sobre pedidos de auxílio-desemprego abateu o humor, uma vez que os pedidos subiram para o maior nível desde abril de 2003, em 448 mil.

"Muitos analistas começaram a sentir que a economia dos EUA evitaria uma recessão, graças à ação do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) em cortar os juros e os recentes cheques de devolução de imposto. Mas os dados recentes sugerem uma rápida deterioração na saúde do mercado de trabalho", disse Ian Kernohan, economista do Royal London Asset Management. "Se parece uma recessão, provavelmente é uma recessão."

Com o peso dos dados dos EUA, a Bolsa de Londres fechou em queda de 0,16%, aos 5.411,90 pontos, e a Bolsa de Paris recuou 0,19%, para 4.392,36. Já a Bolsa de Frankfurt conseguiu terminar com valorização de 0,30%, em 6.479,56 pontos, enquanto a Bolsa de Madri avançou 0,54%, aos 11.881,3 pontos.

Antes dos indicadores norte-americanos, as bolsas européias operavam em alta, beneficiadas por relatórios corporativos animadores. As ações do banco britânico HBOS subiram 7,1%, depois que a cedente de hipotecas registrou queda de 57% no lucro do primeiro semestre, um recuo menor do que o esperado por analistas.

As ações do Deutsche Bank também avançaram, com alta de 1,3%, depois que o banco anunciou declínio de 63% no lucro líquido do segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, mas conseguiu surpreender positivamente por ter revertido o prejuízo do primeiro trimestre.

As petrolíferas foram destaque, com a Royal Dutch Shell registrando aumento de 33% no lucro líquido do segundo trimestre, dado que os preços de petróleo mais elevados compensaram os barris perdidos com as inquietações na Nigéria e as condições mais fracas de refino. Mas os papéis terminaram em queda de 1,3%, afetados pelo recuo dos preços do petróleo.

No setor de mineração, a Anglo American subiu 0,4% em reação ao balanço do segundo trimestre. A mineradora disse que o aumento da produção de matérias-primas (commodities) importantes e a contínua demanda da China darão suporte a um segundo semestre forte, apesar dos custos crescentes e da turbulência econômica no Ocidente. As informações são da Dow Jones.

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