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Bolsas européias têm fechamentos diversos, apesar de queda dos juros

Arantxa Iñiguez Frankfurt (Alemanha), 28 out (EFE).- As bolsas européias apresentaram diferentes fechamentos, com altas em Londres, Frankfurt e Paris, mas quedas em Madri e Milão, apesar do convencimento de que cairão as taxas de juros tanto na Europa quanto nos Estados Unidos.

EFE |

O FTSE-100 de Londres subiu 1,92%, impulsionado pelos bons resultados da companhia petrolífera BP, o CAC 40 de Paris subiu 1,55% e o DAX 30 de Frankfurt, 11,28%.

No entanto, o Ibex 35 de Madri caiu 1,30%.

Pela tarde, os mercados de valores europeus reduziram grande parte das altas que haviam acumulado de manhã e em alguns casos, como o de Madri, voltaram ao terreno das perdas.

A forte alta do Dow Jones na abertura de Wall Street quase não teve repercussão na renda variável européia.

Além disso, Wall Street reduziu os lucros nas horas em que compartilha negociações com as bolsas de valores da Europa, após ser divulgada a queda da confiança do consumidor nos EUA, que caiu em outubro até o mínimo histórico de 38 pontos, contra os 61,4 revisados do mês anterior.

A pouca disposição dos americanos em comprar pode facilitar que a economia dos EUA entre em recessão já que o consumo privado representa dois terços de seu Produto Interno Bruto (PIB).

Por sua vez, o preço do imóvel nas dez maiores cidades dos EUA sofreu uma queda anualizada recorde em agosto (17,7%).

A forte alta do índice de Frankfurt se deveu ao empurrão dos títulos da montadora de automóveis Volkswagen, que subiram 91,72%.

As ações da Volkswagen chegaram a ganhar 93% nos primeiros momentos da negociação, até o recorde histórico de 1.005 euros, já que o aumento da participação de Porsche até 75% desencadeou as compras de especuladores que haviam executado vendas descobertas.

A alta da Volkswagen fez com que o setor automobilístico melhorasse quase 20% na Europa.

A recuperação do Nikkei da Bolsa de Tóquio tinha fornecido impulsos compradores aos mercados de valores europeus que apresentaram altas médias de 4% na metade dos pregões.

O Nikkei subiu 6,41% até os 7.621,92 pontos.

Os mercados financeiros prevêem que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) cortará as taxas de juros em 50 pontos básicos até 1%, o nível mínimo desde 2003, e que o Banco Central Europeu (BCE) fará o mesmo.

Alguns analistas de política monetária consideram que a redução de o Fed quase não terá efeitos nos mercados financeiros ou na maior economia do mundo e que são mais urgentes reduções das taxas em outras regiões.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, deixou ontem bastante claro que a entidade reduzirá os juros, atualmente em 3,75%, na reunião do conselho do Governo de novembro.

Trichet considerou que é "possível que o conselho de Governo reduza as taxas de juros novamente em sua próxima reunião", já que os riscos em alta para a estabilidade de preços a médio prazo diminuíram e confirmaram que as expectativas de inflação estão mais em linha com a definição que o BCE tem de estabilidade de preços.

O Banco Central da Islândia (edlabanki) subiu as taxas de juros em 6 pontos percentuais até 18% para apoiar a cotação da coroa islandesa.

O Sedlabanki disse que a decisão faz parte do acordo inicial firmado com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que concederá à Islândia um empréstimo de US$ 2,1 bilhões.

A alta é feita quase duas semanas depois de o Sedlabanki diminuir os juros em três pontos percentuais para reativar a economia após o colapso do sistema financeiro e a queda da demanda.

O Banco Central da Eslovênia reduziu as taxas em 50 pontos básicos até 3,75%.

O preço da onça de ouro subiu até US$ 750 graças à tendência de alta dos mercados de valores, a certa queda do dólar e a alta do petróleo, segundo o Commerzbank. EFE aia/jp

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