As principais bolsas européias iniciaram o dia em baixa, mas passaram a subir devido às especulações de que as matérias-primas (commodities) passarão por um novo período de alta, após quatro dias seguidos de perdas, que culminaram em uma desvalorização superior a 10% do barril cotado em Nova York. Com isso, as ações de petrolíferas e de mineradoras lideram as altas.

Além disso, a queda menor que a esperada nos lucros de bancos norte-americanos contribui para a alta das bolsas na Europa.

Por volta das 9h30 (de Brasília), o Bolsa de Londres subia 0,79%, o mercado parisiense avançava 1,19% e a Bolsa de Frankfurt ganhava 1,21%. No mesmo horário, o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em agosto subia 2,09%, a US$ 131,57 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

Receios com uma tempestade tropical no Caribe e a falta de progresso real em encontro entre o Irã, a União Européia (UE) e os Estados Unidos fazem com que o petróleo avance hoje, após quatro quedas consecutivas. A valorização do petróleo é um dos indutores das ações ligadas às commodities. Em Londres, os papéis das mineradoras mineradoras anglo-australianas Rio Tinto e BHP Billiton avançavam 5,41% e 3,75%, respectivamente e os da Ferrexpo 7,65%. Entre as petrolíferas, os da Royal Dutch Shell tinham ganho de 0,88% e os do BG Group subiam 1,16%.

No setor bancário, os papéis da cedente de hipotecas HBOS caíam 1,60%, uma vez que apenas 8,29% de seus acionistas aprovaram plano para levantar até 4 bilhões de libras (cerca de US$ 8 bilhões) em capital extra. Mas o declínio da HBOS é uma exceção, pois o grosso do setor bancário sobe. Royal Bank of Scotland operava com elevação de 5,77% e HSBC tinha valorização de 5,21%.

O Bank of America (BofA) anunciou hoje que registrou uma queda de 41% no lucro líquido do segundo trimestre deste ano, para US$ 3,41 bilhões (US$ 0,72 por ação), ante os ganhos obtidos no mesmo período do ano passado. O maior banco de varejo dos Estados Unidos se tornou o mais recente grande banco a anunciar resultados acima das expectativas dos analistas. A média das estimativas dos analistas ouvidos era de lucro de US$ 0,53 por ação.

Nas bolsas de Paris e Frankfurt, reproduz-se o que ocorre em Londres. As ações da petrolífera francesa Total subiam 1,07% e os da mineradora ArcelorMittal avançavam 2,61%. Entre os bancos, o francês Société Générale subia 4,71% e o alemão Deutsche Bank avançavam 2,13%.

Outro setor que movimenta os mercados europeus hoje é o farmacêutico. As ações do grupo farmacêutico Roche, que pagará US$ 43,7 bilhões pelos 44% que ainda não tem na americana Genentech, subiam 1,32%. Já a farmacêutica francesa Sanofi Aventis avançavam 2,15%. A Sanofi pagará 500 milhões por uma fabricante de vitaminas australiana. Inicialmente, tanto os papéis da Roche quanto os da Sanofi-Aventis reagiram em baixa aos anúncios. As informações são da Dow Jones e de agências internacionais.

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