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Bolsas europeias se recuperam com balanços e pacote grego

SÃO PAULO - As bolsas europeias recuperaram parte das perdas dos últimos dias, ajudadas pelos bons resultados apresentados por empresas no primeiro trimestre e também pelas notícias sobre o pacote de ajuda à Grécia. Entre os principais índices do continente, o FTSE 100, de Londres, avançou 0,56%, para 5.618 pontos; o CAC-40, de Paris, ganhou 1,42%, para 3.

Valor Online |

841 pontos; e o DAX, de Frankfurt, subiu 1,00%, para 6.145 pontos. As altas mais expressivas, no entanto, foram registradas nas bolsas de países que tiveram ratings rebaixados pela Standard & Poor´s esta semana. O ASE, da bolsa grega, disparou 7,1%, empurrado pelas ações do Banco Nacional da Grécia (18%) e do EFG Eurbanl Ergasias (14,3%). Em Portugal, o PSI 20 teve alta de 4,59%, devolvendo as perdas do dia anterior. Na Espanha, o Ibex 35 ganhou 2,7%, impulsionado pelos papéis do Santander (3,9%), que divulgou hoje lucro de 2,215 bilhões de euros no primeiro trimestre, 5,7% superior ao de igual período de 2009. O ministro da Economia da Alemanha, Rainer Brüderle, afirmou hoje, no Rio de Janeiro, que Portugal e Espanha estão em situação diferente da Grécia."O objetivo dessas medidas (de ajuda) é limitar a crise à Grécia. No meu caminho de regresso vou fazer escala em Lisboa e vou manter conversações com representantes do governo português para me informar sobre a situação em Portugal", frisou Brüderle, que está no Brasil em companhia de uma delegação alemã que discute possibilidades de negócios no âmbito da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Brüderle confirmou que está prevista a absorção de créditos de 15 bilhões de euros para ajuda à Grécia e o Conselho de Ministros da União Europeia vai discutir, com a ajuda de Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu e Comissão Europeia, a alocação de outros 30 bilhões para os gregos. Ontem, o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, teria dito ao Parlamento alemão que o pacote de ajuda à Grécia pode ficar entre 100 bilhões de euros e 120 bilhões de euros em três anos. A informação foi repassada por legisladores alemães após encontro com representantes do Fundo. Segundo esses políticos, o atual plano de resgate, da ordem de 45 bilhões de euros, seria suficiente apenas para o primeiro ano de socorro. O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, foi nesta mesma linha, dizendo que o resgate aos gregos se estenderia em um período de três anos. Os investidores repercutiram hoje ainda a decisão do Fed, o banco central americano, de manter a taxa básica de juros entre zero e 0,25% ao ano, e também do banco central da Rússia, que cortou a taxa de juro em 0,25 ponto, para 8%. Entre os balanços do dia, as ações da Unilever subiram 3,3% depois da companhia apresentar alta de 33% no seu lucro do primeiro trimestre, para 973 milhões de euros, superando a previsão dos analistas. As vendas subiram 6,7%, para 10,1 bilhões de euros. (Téo Takar | Valor com agências internacionais)

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