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Bolsas européias recuam, apesar de cortes nos juros

As principais bolsas européias fecharam com queda forte pelo segundo dia consecutivo com os investidores interpretando os cortes de juros promovidos pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Banco da Inglaterra (BoE) como um sinal de que as condições da economia da região são piores do que se esperava. Uma ação drástica se justifica, mas há risco de a munição acabar muito rapidamente, comentou Simon Ward, economista da New Star Asset Management, a respeito do corte do BoE.

Agência Estado |

"Os cortes terão efeito limitado, a menos que o sistema financeiro recomece a funcionar normalmente", afirmou.

O BoE surpreendeu o mercado ao cortar a taxa de juros em 1,5 ponto porcentual para 3% ao ano, o maior corte desde 1981. A taxa está agora no seu menor nível desde a década de 1950. Na Bolsa de Londres, o índice FTSE-100 disparou no momento do anúncio, mas devolveu os ganhos logo depois na medida em que a maioria dos investidores viu o corte como uma medida de pânico. Eles questionam agora quão severa deverá ser a recessão na economia. "Muitas pessoas vão perguntar: o que o banco sabe que o resto de nós não sabe?", disse Andrew Milligan, chefe de estratégias globais da Standard Life Investments.

Momentos depois, o BCE reduziu a taxa de juro em meio ponto porcentual para 3,25% ao ano. "O problema enfrentado pelo BCE e outros bancos centrais é que, apesar da queda nas taxas Libor e da agressiva queda nas taxas de juros, até agora as taxas de empréstimos mais baratas não estão sendo repassadas para a economia real", comentou Kenneth Broux, economista do banco Lloyds TSB. O delicado estado da economia tem sido bem ilustrado pelo grande número de empresas que estão emitindo alerta de lucros.

Na Alemanha, a companhia de tecnologia Heidelberger Druckmaschinen disse que espera um prejuízo líquido significativo no ano fiscal 2009 por conta da queda nas vendas, custos de reestruturação e um resultado financeiro menor. As ações da empresa recuaram 18% na Bolsa de Frankfurt. A também alemã Altana, do setor químico, cortou a estimativa de vendas para 2008 por conta da deterioração do ambiente econômico. As ações da empresa, contudo, subiram 38% depois que sua acionista majoritária, Susanne Klatten, fez uma oferta de 910 milhões de euros pelo controle da companhia. As ações da Henkel, de produtos de consumo e adesivos, recuaram 7% depois de a empresa ter reduzido sua estimativa de lucro em 2008.

Em Paris, a companhia de equipamentos elétricos Legrand cortou pela segunda vez sua estimativa para as vendas em 2008, citando a piora das condições no mercado. A empresa está reduzindo custos e funcionários e suas ações recuaram 12%. Ainda na França, a companhia de produtos de luxo Hermès International reduziu suas estimativas de lucro por conta da "moderação" nas vendas do varejo. As ações da empresa recuaram 5,3%.

Londres

Em Londres, o índice FTSE 100 fechou com queda de 258,32 pontos, ou 5,70% em 4.272,41 pontos. "Com um alerta gritante de como 2009 poderá ser fraco, não surpreende que as ações tenham problemas para encontrar algum suporte", comentou Jimmy Yates, dealer da CMC Markets. O destaque de baixa foram as ações da corretora Man Group, que caíram 31,17% depois de a empresa informar que os fundos que gerencia tiveram perdas nos seis meses encerrados em 30 de setembro. As ações da Vedanta recuaram 20,51% depois que a empresa informou queda de 24,7% no lucro líquido do primeiro semestre. Anglo American recuou 14,84%, BHP Billiton perdeu 15,00%, Rio Tinto recuou 14,99%, Xstrata recuou 14,12%, British Airways cedeu 11,94%, Lloyds TSB teve queda de 10,13%.

Frankfurt

Em Frankfurt, o índice DAX recuou 353,30 pontos, ou 6,84%, para 4.813,57 pontos, puxado pelo setor financeiro e pela montadora Daimler. Commerzbank teve queda de 12,40%, Deutsche Bank recuou 12,82%, Daimler recuou 9,80% e a siderúrgica ThyssenKrupp cedeu 12,55%.

Paris

Em Paris, o índice CAC-40 fechou com queda de 230,86 pontos, ou 6,38%, a 3.387,25 pontos. As ações da ArcelorMittal continuaram pressionadas pelo fraco cenário da empresa para o quarto trimestre e fecharam com queda de 19,12%. As ações da Alcatel-Lucent também estiveram entre as maiores baixas, com -14,32%, assim como as das montadoras Peugeot (-14,16%) e Renault (-13,62%).

Madri

Em Madri, o índice Ibex-35 fechou com queda de 610,80 pontos, ou 6,27%, para 9.133,9 pontos. Todas as ações do índice fecharam com baixa. A fabricante de turbinas Gamesa liderou as perdas, com -16%.

Lisboa

Em Lisboa, o índice PSI-20 recuou 4,10%, para 6.544,54 pontos, seguindo os demais mercados europeus. Portugal Telecom recuou 5,92% e Galp cedeu 5,42%. As informações são da Dow Jones.

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