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Bolsas européias operam em leve alta com mineradoras

As principais bolsas européias operam em leve alta hoje, com destaque para as mineradoras, depois que a anglo-suíça Xstrata injetou ânimo no setor ao lançar uma oferta não solicitada pela produtora de platina Lonmin. Entre as financeiras, o balanço do banco francês BNP Paribas foi bem recebido pelos investidores, mas as preocupações com o mercado de crédito nos Estados Unidos pesam, especialmente com o anúncio do quarto prejuízo trimestral consecutivo da agência hipotecária americana Freddie Mac.

Agência Estado |

Por volta das 9h20 (de Brasília), a Bolsa de Londres avançava 0,15%, a Bolsa de Paris tinha alta de 0,69% e a Bolsa de Frankfurt subia 0,08%.

As ações da Lonmin disparavam 47%, em reação à oferta da Xstrata de 5 bilhões de libras esterlinas (US$ 9,77 bilhões) pela terceira maior produtora primária de platina no mundo. Outras mineradoras também se beneficiam e operam em alta: Rio Tinto sobe 2,25%, BHP Billiton avança 2,44% e Anglo American ganha 2,90%.

O setor de mineração sofreu nos últimos dias com o declínio das matérias-primas (commodities) metálicas, especialmente a platina, que caiu muito em reação ao prejuízo da montadora General Motors (GM) e as fracas vendas de automóveis nos EUA em julho. Hoje, a platina exibe recuperação, em alta de 3,50%, a US$ 1.639,9 a onça troy, mas ainda longe da máxima recente de mais de US$ 1.750.

No setor financeiro, o resultado da Freddie Mac preocupa, enquanto o balanço da BNP Paribas traz algum alívio. A Freddie informou prejuízo de US$ 821 milhões ou US$ 1,63 por ação no segundo trimestre deste ano, ante lucro de US$ 729 milhões no mesmo período do ano passado.

As ações do BNP Paribas avançavam 5,25% com o anúncio de que o lucro líquido obtido entre abril e junho de 2008 caiu 34% para 1,51 bilhão de euros, ante 2,28 bilhões de euros no ano anterior, acima dos 1,44 bilhão de euros esperados por analistas. A receita do banco caiu 8,5%, para 7,52 bilhões de euros. O declínio no lucro resultou da perda de 542 milhões de euros que o BNP teve em sua unidade de banco de investimentos e corporativo para ajudar a cobrir o risco de contraparte nas seguradoras de bônus. O BNP também procurou aliviar os receios de investidores ao afirmar que não vê necessidade de levantar capital novo.

Já o alemão Commerzbank divulgou aumento de 6,4% no lucro líquido do segundo trimestre de 2008 para 817 milhões de euros, de 768 milhões de euros um ano antes, bem acima dos 343 milhões de euros esperados por analistas. O diretor financeiro do banco, Eric Strutz, disse que a instituição está "bem capitalizada" e planeja manter uma "abordagem disciplinada" sobre possíveis fusões e aquisições.

A resseguradora Munich Re, por sua vez, anunciou hoje declínio de 46% no lucro após impostos no segundo trimestre, com o portfólio de investimentos sendo pressionado pelo declínio nos preços do mercado. O lucro foi de 621 milhões de euros no trimestre, abaixo dos 1,16 bilhão de euros um ano antes, com 889 milhões de euros em baixas contábeis adicionais no portfólio de ações. A resseguradora disse esperar um lucro no ano "bem acima" de 2 bilhões de euros, mas abaixo da estimativa anterior de lucro entre 3 bilhões e 3,4 bilhões de euros. As informações são da Dow Jones.

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