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Bolsas européias operam em baixa

As principais Bolsas da Europa iniciaram a sessão de quinta-feira com quedas consideráveis, seguindo a tendência da véspera em Wall Street, depois dos prognósticos sombrios para a economia dos Estados Unidos, país ameaçado por recessão e deflação, e os resultados ruins do dia na Ásia, onde o Japão registra déficit comercial.

AFP |

Às 8H45 GMT (6H45 de Brasília), Frankfurt, a principal praça da zona euro, perdia 3,14%, enquanto Londres cedia 2,01%, abaixo da barreira psicológica dos 4.000 pontos, e Paris 3,06%, com menos de 3.000 pontos.

Madri registrava queda de 3,09% e Zurique de 3,47%.

Em Moscou, o índice RTS (cotado em dólares) perdia 5,09% e o Micex (em rublos) 7,66%.

As perdas nos mercados europeus seguem a tendência das Bolsas da Ásia.

A Bolsa de Tóquio encerrou a sessão em forte queda de 6,89%, em um mercado nervoso com a nova baixa de Wall Street, a valorização do iene e o anúncio de dados muito ruins do comércio exterior do Japão.

O índice Nikkei 225 perdeu 570,18 pontos, a 7.703,04 unidades, abaixo da barreira psicológica dos 8.000 pontos pela primeira vez desde 28 de outubro.

Os demais mercados asiáticos também registraram resultados ruins: Seul caiu 6,7%, Hong Kong 4,04%, Mumbai 5,01%, Taipé 4,53%, Sydney 4,19%, Nova Zelândia 2,28% e Xangai 1,67%.

Os investidores japoneses estavam desanimados com a alta do iene em relação à moeda americana (cotação de um dólar próxima de 95 ienes) e com a queda de quarta-feira em Wall Street.

A Bolsa de Nova York registrou na véspera o menor nível em mais de cinco anos: o Dow Jones perdeu 5,07% e a Nasdaq 6,53%.

Na quarta-feira, o Federal Reserve (Fed, banco central) anunciou que o Produto Interno Bruto dos Estados Unidos deve evoluir em 2009 entre -0,2% e +1,1%, abaixo das estimativas anteriores. O país também está ameaçado por uma perigosa deflação.

Na manhã de quinta-feira, os investidores nipônicos receberam outra péssima notícia: o anúncio de um raro déficit comercial do Japão em outubro. As exportações registraram a maior queda em sete anos em conseqüência da redução da demanda nos Estados Unidos, União Européia e Ásia. As importações subiram com a alta dos preços das matérias-primas.

O Japão registrou em outubro um déficit comercial de 63,920 bilhões de ienes (510 milhões de euros), após sofrer um forte retrocesso nas exportações para Estados Unidos e União Européia, anunciou o governo.

É raro a segunda economia mundial, que depende muito de suas exportações, registrar déficit comercial. Em outubro do ano passado, o Japão teve um excedente de 999,440 bilhões de ienes.

O déficit surpreendeu os economistas e permite prever um futuro preocupante, já que o país registrou recessão no terceiro trimestre.

bur/fp

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