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Bolsas europeias operam em baixa com setor financeiro

As bolsas europeias operam em baixa nesta manhã de quarta-feira, em meio às constantes preocupações com a saúde do setor bancário e a possível necessidade de mais capital por causa da desaceleração econômica. Essas preocupações cresceram após um analista do Morgan Stanley informar ontem em nota que o HSBC Holdings, maior banco europeu, pode ter de levantar até US$ 30 bilhões em capital e cortar seu dividendo à metade.

Agência Estado |

"Embora o HSBC esteja ganhando fatia de mercado, nós não acreditamos que isso será suficiente para compensar as tendências estruturais e cíclicas negativas", afirmou o analista Anil Agarwal. As ações do HSBC recuavam 7,6% e as do Barclays, que informou ontem que demitirá 2,1 mil funcionários, perdiam 6,7%. Na França, BNP Paribas recuava 4,2% e Société Générale caía 2,6%. Na Alemanha, Deutsche Bank, que prevê prejuízo depois de impostos de 4,8 bilhões de euros para o quarto trimestre, cedia 0,5%; Commerzbank perdia 4,1%.

Outro destaque do setor financeiro era a perda de 4,6% das ações da Man Group em Londres. A maior gestora de fundos de hedge negociada em bolsa disse ontem que o valor dos fundos que administra caiu para US$ 53,3 bilhões em seu terceiro trimestre fiscal, por causa do aumento dos saques feitos pelos clientes e da decisão de reduzir sua exposição a alguns investimentos. O valor é 21% menor que o de US$ 67,6 bilhões registrado ao final de setembro.

O que ajuda a limitar essas perdas são os ganhos de grandes petrolíferas, ajudados pela alta dos contratos de petróleo, em meio à crescente expectativa de que a Opep irá cortar mais uma vez suas quotas de produção. Esse impulso, entretanto, pode não ter vida longa, já que as condições do mercado de petróleo apontam para queda dos preços este ano, segundo o analista Antoine Halff, da Newedge. A francesa Total subia 1,1%, enquanto a espanhola Repsol ganhava 2,5%. A Sacyr Vallermoso está em negociações para vender sua fatia de 20% na Repsol para a Sinopec, de acordo com reportagens. As ações da Sacyr subiam 1,8% em Madri.

"De modo geral, mantemos a visão de que aversão ao risco continuará elevada nas próximas semanas", disse o analista Manuel Oliveri, do UBS. Segundo ele, apesar de as expectativas para o desempenho das empresas já serem baixas, os resultados ainda têm potencial para desapontar.

Às 8h15 (de Brasília), o índice FT-100, da Bolsa de Londres, operava em baixa de 1,59%. Um pacote lançado hoje pelo governo britânico para ajudar pequenas e médias empresas não chega a fazer preço. O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, cedia 1,13%, enquanto o índice Dax, da Bolsa de Frankfurt, recuava 1,66%. As informações são da Dow Jones.

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