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Bolsas europeias operam em baixa antes do payroll

A espera pelo que poderá ser o pior relatório de postos de trabalho (payroll) nos EUA em décadas deixa os investidores internacionais de lado hoje, com as bolsas europeias e os índices futuros de Nova York em leve queda. Especificamente na Europa, as ações de bancos estão entre as mais fracas hoje, com destaque para o francês Natixis e o alemão Commerzbank.

Agência Estado |

O payroll de dezembro será divulgado às 11h30 (de Brasília) e a expectativa média dos economistas consultados pela Dow Jones é de perda de 525 mil vagas. Muitos, contudo, já se preparam para um número bem pior do que o consenso. O economista Ian Shepherdson, da High Frequency Economics, espera um corte de 568 mil empregos, mas depois do relatório ADP que mostrou queda expressiva de vagas no setor privado, "devemos esperar um (declínio) de cerca de 700 mil, o que seria a maior queda em 59 anos".

Para a taxa de desemprego, a expectativa é de alta para 7%. "Esses dados tem o potencial de causar pessimismo - o pior corte (de vagas) trimestral desde 1945 é esperado - e se os operadores esperavam outro motivo para realizar lucros, esse certamente será um", disse Jimmy Yates, operador da CMC Markets.

Até que o relatório seja divulgado, a cautela é a opção adotada pelos investidores, que preferem não assumir novas posições. Às 8h17 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 0,59%, a Bolsa de Paris recuava 0,36% e a de Frankfurt tinha queda de 0,34%. O futuro Nasdaq 100 perdia 0,84% e o S&P 500 cedia 0,46%.

Sobre o setor bancário, o jornal Les Echos divulgou que o banco de investimentos francês Natixis poderá divulgar prejuízo entre 1,5 bilhão de euros (US$ 2,1 bilhões) e 2 bilhões de euros em 2008, o que pode fazer com que o banco precise de mais uma injeção de capital. Às 7h45 (de Brasília), as ações do banco caíam 9,13%.

Os papéis do Commerzbank recuavam 7,71%, em reação ao anúncio do governo alemão ontem à noite de que irá assumir uma participação de 25% mais uma ação no banco, para apoiar a aquisição do Dresdner Bank, do Allianz. Participantes do mercado descreveram a decisão como problemática para os acionistas do Commerzbank, uma vez que inclui mais de 10 bilhões de euros de medidas para impulsionar capital do banco e a emissão de 295 milhões de ações ordinárias que irão diluir o valor dos acionistas.

Já a Allianz, cujo acordo para vender a unidade Dresdner Bank ao Commerzbank foi fechado no ano passado, era beneficiada pela notícia e subia 3,5%, impulsionando outros papéis de seguradoras. As informações são da Dow Jones.

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