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Bolsas européias mantêm recuperação, mas investidores continuam atentos

Frankfurt (Alemanha), 14 out (EFE) - As bolsas européias conseguiram manter hoje a tendência de recuperação, embora a volatilidade não tenha desaparecido dos mercados e o comportamento oscilante de Wall Street mantenha os investidores atentos. A bolsa espanhola registrou alta de 2,7% e recuperou a cota de 10.200 pontos, impulsionada pela aprovação de planos anticrises e medidas de apoio ao setor bancário, apesar de o Ibex-35 ter se desvalorizado 32,66% neste ano.

EFE |

Os mercados de Frankfurt e Paris também fecharam com um avanço de 2,7%, enquanto o índice principal FTSE-100 de Londres subiu 137,3 pontos (3,23%), aos 4.394,2 pontos.

Em Milão, o índice seletivo S&P/MIB se situou em 23.471 pontos, o que representa uma alta de 3,66%, em um pregão no qual 1,242 bilhão de ações foram negociadas no valor de 4,114 bilhões de euros.

A revalorização mais importante do dia nas bolsas européias correspondeu à Bolsa de Zurique, que fechou o pregão com uma forte alta de 303,9 pontos (5,10%) no índice SMI (Swiss Market Index), aos 6.260,22 pontos.

Novamente, as principais valorizações estiveram no setor financeiro. As ações do UBS subiram 12,04% e as do Credit Suisse, 15,24%.

Também na Bolsa de Madri as altas mais pronunciadas do Ibex-35 foram para os títulos bancários: os do Banco Popular subiram 6,13% e os do BBVA e de Iberdrola Renovables tiveram alta de 4,51%.

O Santander, no entanto, subiu apenas 0,88%, após informar na segunda-feira à noite que comprará a parte que ainda não possui no americano Sovereign (75,65%), por US$ 1,9 bilhão (1,4 bilhão de euros), mediante uma troca de ações.

A agência internacional de classificação de risco Fitch situou hoje sob vigilância negativa as qualificações do Santander, decisão que afeta a qualificação "AA" a longo prazo e a classificação individual "A/B".

Na Espanha, a baixa do preço do petróleo e de alguns alimentos fez com que a taxa anual do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) se reduzisse 0,4 ponto percentual em setembro, até 4,5%.

Na Alemanha, ao contrário, os principais institutos econômicos alemães, austríacos e suíços anteciparam que este país se encontra à beira da recessão como conseqüência da crise mundial e que para 2009 contam, no melhor dos casos, com uma estagnação.

Em seu relatório, os oito institutos prevêem para 2009 um crescimento econômico de apenas 0,2%.

Para o ano corrente, as instituições ainda partem de um aumento de 1,8% no Produto Interno Bruto (PIB), apesar de ser prevista uma diminuição de 0,7% na segunda metade do ano.

As previsões para a zona do euro, ainda abalada pelos efeitos da crise do sistema financeiro, não são as melhores, por isso o medo agora de uma recessão continua afetando os mercados internacionais.

Por essa razão, o presidente da Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia), José Manuel Durão Barroso, pediu hoje aos líderes da UE que mantenham o esforço de coordenação e a credibilidade demonstrados nos últimos dias, que estão permitindo à Europa e ao resto do mundo enfrentar com sucesso a crise.

"Os efeitos positivos de nossa resposta não se limitam só à Europa, mas estão se estendendo a outros países do mundo", disse Barroso, que se declarou "orgulhoso" do papel "político e técnico" desempenhado pelo Executivo da UE.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, exporá amanhã na cúpula os pilares que, em sua opinião, devem sustentar o sistema financeiro "da nova era global", que deve ser construído sobre "a transparência e a responsabilidade".

Em Washington, paralelamente, o Departamento do Tesouro e o Federal Reserve (Fed, banco central americano) anunciaram que o Governo dos Estados Unidos investirá cerca de US$ 250 bilhões na aquisição de ações em bancos privados para fortalecer a confiança no sistema financeiro. EFE cv/ab/db

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