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Bolsas europeias fecham setembro com fortes perdas

As principais bolsas européias encerraram o pregão desta terça-feira em alta, com investidores retornando ao mercado para compras de papéis barateados após a derrocada de ontem, confiantes na possibilidade de um pacote revisado de auxílio financeiro nos Estados Unidos ser aprovado em breve pelos congressistas do país. O declínio dos mercados não dura para sempre e este é um ótimo momento para começar a comprar, disse o investidor Mark Mobius, diretor-executivo da Templeton Asset Management.

Agência Estado |

"Temos sorte agora que podemos optar por ações que não poderíamos comprar anteriormente."

No Reino Unido, a varejista Tesco divulgou lucro e volume de vendas significativos no primeiro semestre, além de um prognóstico otimista para a companhia. As ações avançaram 4,79% em Londres.

A rede de varejo sueca Hennes & Mauritz também divulgou um aumento de 5% nos lucros do terceiro trimestre, mas o crescimento ficou abaixo da expectativa dos investidores. As ações recuaram 9,74% em Estocolmo.

Grande parte dos papéis de bancos na Europa encerraram em alta, impulsionados pelo auxílio rápido dos governos de diversos países às instituições financeiras problemáticas e também pela expectativa de alguns investidores de cortes nas taxas de juros de bancos centrais.

O banco franco-belga Dexia receberá 6,4 bilhões de euros (US$ 9 bilhões) dos governos da Bélgica, França e Luxemburgo. A notícia restaurou a confiança nas ações da instituição, que avançaram 4,47% em Paris.

Em Dublin, o governo tomou uma medida sem precedentes para proteger o sistema bancário irlandês por dois anos, garantindo todos os depósitos, bônus cobertos, dívidas privilegiadas e títulos subordinados até 400 bilhões de euros, valor muito maior do que o Produto Interno Bruto (PIB) do país, estimado em aproximadamente 190 bilhões de euros. O Anglo Irish Bank subiu 67% e o Allied Irish Bank avançou 18%. O Bank of Ireland encerrou em alta de 21%.

No entanto, as ações do Royal Bank of Scotland (RBS) perderam o bonde da alta nas ações do setor e recuaram 1,1%, com investidores preocupados com os ativos do ABN Amro, que integram o consórcio que incluía o banco Fortis, nas mãos do RBS.

Bolsas

Em Londres, o índice FTSE 100 subiu 1,74%, para 4.902,50 pontos. Em setembro, no entanto, houve queda de 13,02%. No trimestre, o índice acumulou perdas de 12,85%. O HSBC subiu 4,16%, enquanto o HBOS recuou 13,80%.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 terminou em alta de 1,99%, para 4.032,10. Em setembro, houve queda de 10,04%. No trimestre, o índice acumulou perdas de 9,08%. Entre os bancos e seguradoras, a Axa avançou 6,24%, o Crédit Agricole 3,12% e o Société Générale 1,85%.

Em Frankfurt, o índice DAX avançou 0,41%, para 5831,02 pontos. Em setembro, houve queda de 9,20%. No trimestre, o índice acumulou perdas de 9,15%. As ações da Hypo Real Estate subiram 17,90% e as da Infineon 6,97%, recuperando-se do declínio dramático da sessão de ontem. O Commerzbank caiu 5,02%, pressionada por temores sobre a unidade Eurohypo do banco, segundo traders.

O índice IBEX-35, da Bolsa de Madri, avançou 0,38%, para 10.987,50 pontos. Em setembro, houve queda de 6,14%. No trimestre, o índice acumulou perdas de 8,78%. O Bankinter registrou alta de 5,29%, a maior da sessão, seguido pela Acerinox, que subiu 4,75%, e pela Mapfre, que avançou 4,07%. As informações são da Dow Jones.

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