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Bolsas européias fecham em queda com commodities

As principais bolsas européias encerraram em queda, pressionadas pelo declínio das ações de empresas ligadas ao setor de matérias-primas (commodities) após um recuo nos preços do petróleo e dos metais, um dia depois do otimismo gerado pelo plano de intervenção do Departamento do Tesouro dos EUA nas agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac. O índice FT-100, da Bolsa de Londres, terminou em queda de 30,70 pontos, ou 0,56%, para 5.

Agência Estado |

415,60 pontos, foi particularmente afetado pelo fraco desempenho de empresas de mineração e petrolíferas. A BP e a Royal Dutch Shell caíram 1,9%. A Rio Tinto perdeu 5,01%, a BHP Billiton recuou 5,39% e a Xstrata retrocedeu 8,03%.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris caiu 46,84 pontos, ou 1,08%, para 4.293,34 pontos. O índice Xetra-Dax, da Bolsa de Frankfurt, recuou 30,33 pontos, ou 0,48%, para 6.233,41 pontos.

O BG Group desistiu da oferta de compra hostil pela australiana Origin Energy. A companhia do Reino Unido não pôde competir com uma proposta de US$ 8 bilhões da norte-americana ConocoPhillips por metade da participação nos ativos de carvão e gás da Origin. O BG Group perdeu 4,3% e os demais produtores de petróleo também recuaram.

A estatal francesa EDF, que teve queda de 6,3%, divulgou o aumento da participação na norte-americana Constellation Energy para 9,51%, ante 4,97% anteriormente.

O setor bancário teve um bom desempenho, amparado pelo otimismo sobre a intervenção norte-americana nas agências Fannie Mae e Freddie Mac. O banco francês Société Générale subiu 2,5%, o alemão Deutsche Bank avançou 3% e o britânico Barclays teve alta de 3%.

Um indicativo pessimista para os mercados europeus, particularmente o do Reino Unido, pôde ser percebido após a divulgação dos resultados anuais da construtora Redrow. Numa tentativa de manter dinheiro em caixa, a companhia diminuiu os dividendos e teve encargos de 259 milhões de libras esterlinas como resultado de desvalorização de terrenos.

A Redrow previa um cenário pessimista para o setor em geral. No entanto, a construtora conseguiu negociar uma nova janela de crédito e encerrou em alta de 8%.

A fabricante de aviões européia Airbus revelou uma série de medidas para melhorar a competitividade e compensar o impacto da desvalorização do dólar. A Aeronautic Defence & Space, companhia-mãe da Airbus, já havia traçado as linhas gerais do plano, que tem como objetivo economizar 1 bilhão de euros em custos em 2011-2012, sendo que 650 milhões de euros dos cortes nos gastos serão feitos pela Airbus. EADS subiu 2,1%.

O setor de viagens foi beneficiado pela desvalorização do petróleo. A British Airways avançou 4,1%, a Air France-KLM registrou aumento de 4,9% e a Carnival teve alta de 4%. As informações são da Dow Jones.

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