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SÃO PAULO - Apesar da aprovação do plano americano de resgate ao setor financeiro ter sido aprovado pelo Senado dos EUA ontem à noite, as bolsas européias encerraram o pregão desta quinta-feira em forte baixa, pressionadas por dados econômicos ruins e pela cautela ainda existente em relação ao próximo estágio de aprovação do pacote de salvamento do setor financeiro, na Câmara dos Estados Unidos. O FTSE-100 fechou com 1,80% de queda em Londres, aos 4.870 pontos.

Em Frankfurt, o DAX declinou 2,51%, para 5.660 pontos. O CAC 40, de Paris, encerrou aos 3.963 pontos, em baixa de 2,25%.

Os índices chegaram a operar positivos na abertura, mas o humor foi alterado após os Estados Unidos divulgarem aumento dos pedidos de seguro desemprego na semana passada, levando o total para próximo de 500 mil pedidos. Além disso, as encomendas à indústria do país registraram baixa de 4%, acima da expectativa do mercado, de queda de 3%.

Os agentes também monitoraram a decisão do Banco Central Europeu sobre a política monetária da região, que manteve a taxa básica de juros do país inalterada em 4,25% ao ano. Apesar de não haver surpresa na decisão, o presidente da autoridade monetária, Jean-Claude Trichet, afirmou que a possibilidade de corte da taxa chegou a ser discutida durante a reunião.

A hipótese representa uma mudança em relação a encontros anteriores, e sinaliza a chance de uma redução no custo do dinheiro após o dirigente admitir fragilidade da atividade econômica e diminuição nos riscos contra a estabilidade de preços.

Mas isso não foi suficiente para animar os agentes da região. Nem mesmo a recuperação de ações de bancos importantes como o UBS, cujos papéis subiram 6,72% na Suíça, sustentaram as baixas das bolsas. O banco informou que espera ter lucro no terceiro trimestre deste ano após reduzir substancialmente sua exposição a hipotecas residenciais e comerciais dos Estados Unidos.

No setor de mineração e siderurgia as ações da Vedanta caíram 11,88% e as da ArcelorMittal cederam 9,32%. Os papéis da BHP declinaram 7,3% e as da Rio Tinto recuaram 7,9%.

(Valor Online, com agências internacionais)