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Bolsas européias fecham em alta, mas com cautela

As principais bolsas européias fecharam com alta pelo segundo dia consecutivo, com os investidores ainda otimistas com os planos de socorro ao setor financeiro divulgados pela Europa e Estados Unidos. Alguns índices, contudo, fecharam longe das máximas diante da percepção de que, embora haja uma ação global coordenada para socorrer o setor bancário, a economia mundial ainda precisa de cuidados intensivos por algum tempo.

Agência Estado |

Depois de os governos da zona do euro (15 países da Europa que têm em comum o euro como moeda) terem divulgado um plano de resgate durante o fim de semana, hoje foi a vez de o governo norte-americano anunciar uma injeção de US$ 250 bilhões em participação em empresas financeiras, enquanto o Federal Reserve (Fed, banco central americano) disse que começará a financiar compras de commercial papers (títulos de curto prazo emitidos por empresas para se financiarem).

“Está claro que os Estados europeus estão começando a enfrentar seriamente os problemas fundamentais de liquidez e de capital, e isso tem sido bem recebido por todos”, disseram analistas do banco Credit Suisse. “Mais detalhes vão emergir nos próximos dias, mas acreditamos que esse pode bem ser um marco para a (volta da) confiança no sistema.”

O avanço das bolsas na Europa foi parte de uma arrancada global, na qual do índice Nikkei, em Tóquio, avançou 14%, o maior ganho porcentual do índice em apenas um dia. Na China, Austrália e Coréia do Sul os mercados também subiram de forma expressiva.

Os investidores em ações têm sido encorajados pelos esforços das autoridades do Reino Unido, Alemanha, França, Espanha e Itália, que vão investir dezenas de bilhões de dólares em bancos em dificuldades, assim como oferecer centenas de bilhões de dólares em garantias que têm o objetivo de ajudar os bancos a tomar emprestado os recursos de que precisam.

Em Londres, o índice FTSE 100 subiu 126,40 pontos (2,97%) para 4.383,30 pontos. Em dois dias o índice ganhou cerca de 12%, mas nesta terça-feira fechou bem abaixo da máxima de 4.534,35 pontos. As ações do Barclays subiram 14,29%, enquanto as do HBOS recuaram 5,22%. No setor de alimentos, as ações da fabricante de chocolates Cadbury subiram 1,85% depois de a empresa ter reportado um aumento de 6% nas vendas no trimestre encerrado em setembro e ter dito que espera um forte crescimento do lucro no ano fiscal, apesar da retração econômica. A empresa também anunciou mais medidas de reestruturação e corte de empregos.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em alta de 97,02 pontos (2,75%), a 3.628,52 pontos. O banco Société Générale subiu 8,16%. Na segunda-feira à noite o banco disse que espera lucro líquido no terceiro trimestre e reiterou não ter registrado perdas significativas em suas atividades com produtos estruturados. BNP Paribas recuou 4,45% e ArcelorMittal perdeu 2,96%.

O índice Ibex-35, da Bolsa de Madrid, avançou 268,80 pontos (2,70%), para 10.224,50 pontos. As ações do Banco Santander avançaram 0,88%. O banco anunciou que planeja emitir 147 milhões de novas ações, ou aproximadamente 2% do capital do banco, para comprar a fatia restante de 76,54% do Sovereign Bancorp, um banco de poupança dos EUA. As ações da seguradora Mapfre subiram 8,17%; BBVA ganhou 6,12% e Banco Popular subiu 6,13%.

Em Frankfurt, o índice DAX subiu 136,74 pontos (2,70%) para 5.199,19 após perder os ganhos iniciais, espelhando o movimento na Bolsa de Nova York. As ações de bancos fecharam com alta, mas abaixo das máximas do dia. Hypo Real Estate subiu 8,48%, Deutsche Bank ganhou 10,71% e Commerzbank, 3,50%.

Em Lisboa, o índice PSI-20 fechou em alta de 4,5%, em 7.230 pontos. Entre as blue chips, EDP subiu 9,2%, BCP avançou 4,6% e PT terminou em alta de 2,7%.

Na Bolsa de Amsterdã, o índice AEX fechou em queda de 0,76 ponto (0,27%) a 284,51 pontos. As ações da seguradora holandesa Aegon saltaram 18,67% para 4,64 euros.

A Bolsa de Bruxelas foi outra a fechar em baixa. O índice Bel-20 fechou com queda de 118,57 pontos (5,10%) em 2206,23 pontos. A bolsa foi pressionada pelas ações do banco belgo-holandês Fortis, que recuaram 77% depois de a instituição ter anunciado estar revendo sua governança, estratégia e política de dividendos. A fatia majoritária da companhia foi vendida para o governo holandês e para o francês BNP Paribas. As informações são da Dow Jones.

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