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Bolsas européias fecham em alta, com commodities

As principais bolsas européias encerram o pregão de hoje em alta, após três dias consecutivos de baixa, fortalecidas pelas ações de setores ligados às matérias-primas (commodities), como mineradoras e petroleiras, em meio às incertezas sobre o destino do banco americano de investimentos Lehman Brothers, que está à procura de compradores. As ações ligadas ao setor de mineração ganharam impulso, após a alta nos futuros do ouro e da prata e a desvalorização do dólar ante as moedas estrangeiras.

Agência Estado |

"Com a força do dólar prestes a ceder, o brilho dos metais preciosos deve ser restaurado", disse Serge Laureau, estrategista do Saxo Bank. A chegada do Furacão Ike à região de refino do Texas até o fim de hoje aqueceu as ações do setor de petróleo e gás.

Os bancos não conseguiram sustentar os ganhos do início do dia. As exceções foram o britânico Barclays, que subiu 3,5% em Londres, e o francês BNP Paribas, que avançou 2,3%, considerados como potenciais compradores do Lehman.

Na Bolsa da Londres, o índice FTSE 100 encerrou em alta de 1,85%, a 5416,7 pontos. Em uma semana, a variação foi positiva em 3,36%. As mineradoras contribuíram para o aumento. A Anglo American avançou 8,4% e a Eurasian Natural Resources subiu 9,1%.

O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, terminou em alta de 1,97%, para 4332,66, impulsionado por um aumento superior às expectativas no índice de sentimento do consumidor e pela tendência positiva de Wall Street. Na semana, o CAC 40 registrou aumento de 3,24%. A Vallourec subiu 7,9% e a Total avançou 2,2%, com suporte do avanço nos preços do petróleo. A ArcelorMittal ganhou 5,1%. A Renault caiu 3,5% e a Peugeot recuou 1,2%, por conta da leve recuperação nos preços do petróleo e também por realização de lucros.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX 30 subiu 0,91%, para 6234,89 pontos, e avançou 1,75% na semana. De acordo com analistas, a bolsa foi puxada para cima por Nova York, mas sofreu realização de lucros devido a uma potencial resolução para o Lehman Brothers.

O Deutsche Post teve alta de 2,8% após concordar em vender uma participação de 29,75% no Deutsche Postbank para o Deutsche Bank, que encerrou em queda de 2,5%. O Postbank terminou em queda de 6,3%, pois operadores consideram o preço das opções de venda do acordo como "muito baixas". Há expectativas de aquisição total do Deutsche Bank pelo Postbank.

O índice Ibex 35, da Bolsa de Madri, subiu 2,47%, para 11.412 pontos, com suporte do setor bancário e da elevação de 9,7% nos papéis da Sacyr. Na semana, a alta do índice foi de 2,44%.

A Sacyr anunciou que deseja vender sua participação na Repsol, que avançou 5,6%. O banco BBVA registrou alta de 2,6% e o Banco Popular subiu 2,4%. A Telefónica ganhou 2,5% após lançar uma oferta de compra para as ações que ainda não controla na operadora chilena CTC.

Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 fechou em alta de 1,38%, para 8.356,23 pontos. Em comparação à semana passada, o PSI-20 teve queda de 0,02%. No início do dia, a estatal petrolífera angolana Sonangol propôs o desmembramento dos ativos brasileiros da portuguesa Galp Energia e a criação de uma nova empresa listada em bolsa a fim de financiar os elevados custos de exploração no pré-sal. As ações da Galp tiveram alta de 3,26%. As informações são da Dow Jones.

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