SÃO PAULO - A recuperação do setor bancário comandou a valorização nas bolsas européias. O principal estímulo veio do comunicado do Barclays, informando que não precisa elevar seu nível de capital.

As ações do banco, que vinham sofrendo por suspeitas de problemas de liquidez nos últimos dias, fechou com alta de 73,24%.

Em carta aberta assinada por seu presidente, Marcus Agius, e pelo executivo-chefe, John Varley, o banco informou a investidores, funcionários e clientes que têm recursos e é rentável. Além disso, avisaram da antecipação da divulgação dos resultados financeiros de 2008, para 9 de fevereiro.

No final da sessão, o FTSE-100, de Londres, fechou com alta de 3,86%, aos 4.209 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 3,54%, para 4.326 pontos. O CAC 40, de Paris, fechou aos 2.955 pontos, com aumento de 3,73% em relação ao último pregão.

Também contribuiu positivamente para o humor a seguradora holandesa ING, que informou que terá cobertura de 80% dos 27,7 bilhões de euros de seus ativos podres pelo governo da Holanda. O banco divulgou hoje um prejuízo de 3,3 bilhões de euros no quarto trimestre de 2008, mas as ações da instituição subiram 27,75%.

Também subiram as ações do Lloyds em Londres, que ganharam 32,25%, e do Royal Bank of Scotland que viu suas ações registrarem alta de 19,83%. Em Paris, os papéis do Société Générale ganharam 11,03% e os do BNP Paribas subiram 16,93%.

O fato de as bolsas americanas apontarem valorização também deu suporte para o movimento positivo na Europa. Nos EUA, os ganhos decorrem do balanço do McDonald's, cujo resultado superou as expectativas, e pelo entusiasmo com a possibilidade consolidação no setor farmacêutico, com a compra da Wyeth pela Pfizer.

(Valor Online, com agências internacionais)

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