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Bolsas européias cedem após discurso pessimista de Trichet

SÃO PAULO - As bolsas européias fecharam em baixa, afetadas por queda de ganhos das empresas e preocupações com a economia. Os cortes de juros promovidos pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo banco da Inglaterra não evitaram a piora de humor dos investidores.

Valor Online |

Ao contrário, o presidente do BCE, Jean Claude Trichet, voltou a tecer comentários que devolveram cautela aos agentes após três dias de valorização nas bolsas locais.

O FTSE-100, de Londres, fechou em baixa de 0,15%, para 4.163 pontos. Em Frankfurt, o DAX declinou 0,07%, para 4.564 pontos. O CAC 40, de Paris, encerrou aos 3.161 pontos, com queda de 0,17%.

Trichet admitiu nesta quinta-feira que espera que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro apresente uma contração em 2009. É a primeira vez em dez anos que a autoridade monetária projeta um encolhimento da economia. Para o PIB, a estimativa para este ano é de crescimento real entre 0,8% e 1,2%. Em 2009, a economia deve ficar próxima da estagnação mas pode recuar até 1%, com recuperação prevista para 2010, quando a expansão deve ser de 0,5% a 1,5%.

O dirigente falou após a decisão da autoridade monetária de cortar o juro básico da zona do euro em 0,75 ponto percentual, para 2,5% ao ano. As ações da região chegaram a subir pela manhã, quando o Banco da Inglaterra reduziu em 1 ponto percentual o juro do país, para 2% ao ano.

Entre os destaques, as ações da varejista alemã Metro caíram 4% e as da Royal Ahold NV recuaram 2,9%. Também cederam, 2,1%, as ações da Philips, após a companhia informar que vai reportar neste trimestre o primeiro prejuízo desde 2003.

Entre os papéis do segmento de commodities, as ações da Antofagasta cederam 5,3% e as da BHP Billiton perderam 1,4%, em reação á baixa do preço do cobre. A tensão dos agentes em relação à desaceleração do crescimento mundial e redução da demanda por metais e minérios vem promovendo forte correção no preço das matérias-primas desde outubro.

 

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