Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Bolsas européias caem, pressionadas por bancos

As principais bolsas da Europa voltaram a operar em baixa hoje, em linha com o comportamento apresentado na véspera, com investidores ainda incomodados com as perspectivas econômicas globais, em meio a um cenário de turbulência no setor financeiro. A expectativa com a divulgação do relatório do mercado de trabalho nos Estados Unidos, às 9h30 (de Brasília), contribuiu para a cautela e mantém o dólar em alta em relação ao euro, que bateu o menor nível do ano, abaixo de US$ 1,42.

Agência Estado |

Por volta das 8h30 (de Brasília), a Bolsa de Londres recuava 1,08%, a de Paris cedia 1,13%, a de Frankfurt tinha queda de 1,53%, a de Madri caía 2,1% e a de Lisboa perdia 2,03%. No mesmo horário, o euro recuava 0,30%, a US$ 1,4235, após ser negociado a US$ 1,4195, na taxa mínima do dia até o momento.

"Há uma depressão econômica generalizada", observou o estrategista da consultoria FrankfurtFinanz, Heino Ruland, observando que o foco maior do Banco Central Europeu (BCE) na inflação, em detrimento ao crescimento, não é bom para a zona do euro (15 países europeus que compartilham a moeda). Analistas disseram que a decisão de ontem do BCE de restringir os títulos que aceita como garantia nas operações de refinanciamento continua prejudicando o desempenho das instituições financeiras.

Com isso, as ações do setor financeiro operavam em queda. Os bancos irlandeses estavam entre os que mais perderam, como o Anglo Irish Bank (-9,5%). Santander caiu mais de 3% em Madri e o Royal Bank of Scotland perdeu 3,6% em Londres.

Entre as notícias do dia sobre o setor, estão informações de que a estatal coreana Korea Asset Management, ou Kamco, afirmou negociar a aquisição dos empréstimos podres do banco americano de investimentos Merrill Lynch. Pessoas próximas dizem que a Kamco e o Merrill Lynch conversam sobre valores na casa dos US$ 200 milhões. Os papéis do Merrill despencaram 4% em Frankfurt.

Fora do setor financeiro, o destaque era a empresa franco-italiana STMicroelectronics, que perdeu 3,8%, após ter sua recomendação rebaixada pelo bancos de investimento UBS. As informações são da Dow Jones e agências internacionais.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG