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Bolsas européias caem com decepção após G20

As bolsas européias operam em queda, uma vez que o encontro do Grupo dos 20 (G20) no final de semana não melhorou o humor dos investidores e as preocupações de que a recessão nas maiores economias mundiais irá afetar o lucro das empresas continuam. Os investidores ficaram decepcionados com a falta de um plano prático para consertar o sistema financeiro no encontro do G20.

Agência Estado |

 

Entre os setores, destaque para a queda dos papéis de montadoras e de bancos. Hoje, a General Motors se reúne com o governo alemão para discutir um possível suporte à unidade européia Opel, enquanto o HSBC se juntou às empresas que anunciaram demissões recentemente, com corte de 450 postos em Hong Kong.

"No geral, o G20 fez pouco para alterar o ambiente global e é, na melhor das hipóteses, uma decepção, uma vez que nenhum plano de ação de estímulo está na mesa neste momento", disseram estrategistas do Saxo Bank. "O mercado esperava por medidas de estímulo concretas para impulsionar o crescimento, mas claramente isso terá que esperar um tempo."

Às 9h59 (de Brasília), a Bolsa de Londres operava em baixa de 1,68%, Frankfurt caía 2,14% e Paris perdia 1,80%.

No mesmo horário, o índice Stoxx 600 do setor automotivo caía 3%. A GM, que tenta evitar uma falência, irá se reunir com o governo alemão para pedir que o governo garanta empréstimos bancários às unidades locais, para que linhas de crédito vitais sejam mantidas. Paralelamente, a GM vendeu a fatia de 3% que possuía na japonesa Suzuki Motor, por cerca de US$ 230 milhões.

A montadora francesa Renault irá cortar a produção global em 25% no quarto trimestre, disse o diretor de operações, Patrick Pelata, em entrevista publicada no jornal francês le Parisien. A montadora está cortando a produção para limitar os estoques do grupo e dos distribuidores, bem como para proteger a rede de distribuição da Renault, afirmou Pelata. As ações da Renault recuavam 1,58%.

No setor financeiro, o HSBC cortou 450 empregos em suas operações em Hong Kong, de acordo com um memorando à equipe assinado pelo diretor-executivo Peter Wong, ao qual a agência Dow Jones teve acesso. O memorando descreve que há redundâncias em todas as atividades de atendimento aos clientes e em postos administrativos. Às 9h40 (de Brasília), os papéis do banco cediam 2,96%.

Ainda no segmento financeiro, o UBS anunciou hoje que irá reformar o esquema de pagamento de executivos, após ter aceitado a ajuda do governo suíço para se recuperar de mais de US$ 46 bilhões em baixas contábeis relacionadas a hipotecas. A partir do próximo ano, os bônus em dinheiro e ações estarão mais ligados à performance do banco e serão mantidos sob custódia, ao contrário de serem pagos imediatamente. Às 9h40 (de Brasília), as ações do UBS caíam 3,7%. Mais cedo, os papéis atingiram o menor nível histórico, em 13,95 francos. As informações são da Dow Jones.

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