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As bolsas europeias operam em baixa, em reação aos dados econômicos divulgados na zona do euro e com os investidores cautelosos antes da decisão de juro do Banco da Inglaterra (BoE). As ações de mineradoras puxam os índices para baixo, diante do declínio dos preços dos metais por preocupações com o enfraquecimento da demanda.

O petróleo tenta se recuperar um pouco nesta manhã, mas ainda opera abaixo dos US$ 44 por barril, depois de cair 12,25% na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) ontem, a maior queda porcentual desde setembro de 2001.

Às 8h29 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 1,27%, a Bolsa de Paris recuava 1,68% e Frankfurt tinha queda de 1,64%.

"Qualquer ganho de confiança no mini rali dos mercados foi perdido, uma vez que os dados econômicos e os números corporativos continuam decepcionando", comentou um operador.

Entre os indicadores divulgados hoje na zona do euro, o PIB da região caiu 0,2% no terceiro trimestre do ano passado em comparação com o segundo trimestre, e aumentou 0,6% frente ao terceiro trimestre do ano anterior. A taxa de desemprego na zona do euro subiu de 7,7% para 7,8% em novembro, a maior taxa desde dezembro de 2006. O índice geral de sentimento econômico caiu para 67,1 no mês passado, ante 74,9 em novembro, atingindo o menor nível desde que a pesquisa começou a ser feita pela Comissão Europeia, em janeiro de 1985.

Os preços futuros de cobre para março negociados no pregão eletrônico da Comex caem cerca de 2% nesta manhã. Os metais negociados na Bolsa de Metais de Londres também recuaram mais cedo - o alumínio cedeu mais de 1%, enquanto o níquel perdeu quase 5%.

Às 8h17 (de Brasília), as ações da ArcelorMittal caíam 2,65%, Anglo American perdia 5,6% e Xstrata cedia 2,15%. Os papéis da Rio Tinto recuavam 5,41%, depois que a empresa mencionou demanda mais fraca das siderúrgicas e disse que irá cortar a produção em 15% em uma mina de carvão de coque na Austrália.

Os bancos também estão sob pressão na Europa hoje, com Santander em queda de 1,54% e HSBC em baixa de 1,24%. Na contramão, o Royal Bank of Scotland (RBS) registra alta de 4,08%, com a notícia no Financial Times de que o banco considera vender sua participação de 2 bilhões de libras (US$ 3 bilhões) no Bank of China.

O Banco da Inglaterra anuncia sua decisão de juro às 9h (de Brasília). Segundo economistas, a deterioração das condições econômicas indica que o banco central irá cortar o juro em meio ponto porcentual e colocar a taxa básica em nível recorde de baixa, em 1,5% ao ano. O jornal Times de Londres noticiou que o governo britânico avalia imprimir mais dinheiros à medida que o juro se aproxima de zero. As informações são da Dow Jones.